Servidor e policial penal são denunciados pelo MP por tentar fraudar concurso no Ceará

Candidato teria pago R$ 10 mil para receber as respostas da prova.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:20)
Dispositivos eletrônicos, como um fone de ouvido minúsculo, e anotações em papel apreendidos em tentativa de fraude em concurso público para Guarda Municipal.
Legenda: Grupo foi autuado em flagrante por crime contra a fé pública.
Foto: Divulgação/PCCE.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou os servidores públicos Melquizedeque Sá Soares e Kleiton Fabrício Soares de Araújo, além dos candidatos Francisco Leonardo Ferreira de Souza e Delclécio Beserra Cavalcante, acusados de fraudar o concurso público da Guarda Municipal de Tauá. A denúncia foi apresentada nessa quarta-feira (06) à Vara Criminal da Comarca de Tauá.

O caso aconteceu em dezembro de 2025, no dia da aplicação da prova do certame. Na ocasião, seis pessoas foram presas. Segundo o MPCE, os envolvidos utilizaram dispositivos eletrônicos clandestinos e gabaritos anotados para obter vantagens ilícitas durante a aplicação da prova, comprometendo a lisura e a credibilidade do certame.

Veja também

De acordo com a investigação, Melquizedeque Sá Soares, servidor público, seria o organizador do esquema criminoso. Já Francisco Leonardo Ferreira de Souza teria pago R$ 10 mil para receber as respostas da prova.

O Ministério Público aponta ainda que Delclécio Beserra Cavalcante saiu do local de prova portando um gabarito anotado, enquanto Kleiton Fabrício Soares de Araújo, agente penitenciário, teria atuado no transporte dos materiais utilizados na fraude.

Suspeitos podem pegar quatro anos de prisão

Conforme a denúncia, as condutas atribuídas aos investigados se enquadram no artigo 311-A do Código Penal, que trata da utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público. A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça João Batista Fontenele Neto, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Tauá. O caso agora será analisado pela Justiça, que decidirá se recebe ou não a acusação formal contra os denunciados.

Assuntos Relacionados