PCCE prende mais dois suspeitos de morte de turistas na Praia do Futuro

Homens são apontados como mandantes do crime.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:11)
foto da cena do assassinato dos empresários André Luís Guellen e Renato Faria de Azeredo, na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Legenda: O crime ocorreu no bairro Praia do Futuro, em Fortaleza.
Foto: Reprodução.

Mais dois suspeitos do assassinato dos empresários André Luís Guellen e Renato Faria de Azeredo foram presos em operação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) nessa quinta-feira (28). O duplo homicídio contra os turistas gaúcho e carioca ocorreu em abril de 2025, no bairro Praia do Futuro, em Fortaleza.

Conforme a PCCE, um dos homens tem 36 anos e foi capturado no município de Guarulhos, em São Paulo. Já na cidade de Recife, em Pernambuco, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra um homem de 59 anos. Eles são apontados como mandantes do crime.

Durante a operação, também foram apreendidas armas de fogo e munições, resultando na prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. 

Em abril do ano passado, outros dois suspeitos já haviam sido identificados e presos por envolvimento no caso, totalizando quatro pessoas capturadas em diferentes estados brasileiros.

Veja também

Relembre o caso

Os empresários André Luís Guellen, gaúcho de 43 anos, e Renato Faria de Azeredo, carioca de 34 anos, foram mortos a tiros enquanto trafegavam em uma Hilux, na Praia do Futuro, em Fortaleza, em abril de 2025.

A polícia investiga se o crime pode estar relacionado ao assassinato do ex-sócio da dupla, o cearense Victor Gutemberg Bezerra Ramos, morto aos 29 anos, em um resort de luxo em Salvador, na Bahia, em 2022.

Conforme documentos obtidos pelo Diário do Nordeste à época, os três homens eram sócios de uma casa de apostas online (conhecida como 'bet'). Entretanto, segundo familiares de André e Renato, o negócio foi encerrado no ano passado, quando o Governo Federal começou a regulamentar o mercado.

A dupla investia na criação de galos, nos seus estados de origem, o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, e, segundo a Polícia, também atuava em rinhas de galos - o que é proibido e pode ser configurado como crime ambiental no Brasil.

Também em abril do ano passado, o Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou quatro homens pelas mortes dos dois turistas. Na denúncia, o MP diz que "possivelmente as vítimas desempenhavam atividades ilegais, de âmbito transnacional, na fronteira do Brasil com o Paraguai, o que atraíam riscos e inimigos".

A acusação diz que no local dos crimes foi encontrada expressiva quantidade de joias em ouro e uma quantia de dois mil guaranis (moeda do Paraguai) com as vítimas.

Assuntos Relacionados