Polícia do RJ cumpre mandado no Ceará contra vendas ilegais de canetas emagrecedoras

Investigação também mira endereços na capital carioca, em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:14)
Cilindros de spray e cartuchos em tubos, com caixa ao fundo, representando equipamentos de marcação e cartuchos de tinta para impressoras industriais. Foto em close, foco nos componentes na bancada.
Legenda: Uma mulher foi presa no Rio de Janeiro suspeita de armazenar os produtos ilegalmente.
Foto: Caroline Moraes / Ministério da Saúde.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta terça-feira (26), a 3ª fase da Operação Mounjaro, que investiga a venda ilegal de canetas emagrecedoras de procedência desconhecida. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no Ceará.

Fora essa, outras 28 ordens expedidas pela Justiça foram executadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

A operação desta terça também resultou na prisão de uma mulher, nesta terça, na capital carioca. Ela já era investigada por comercializar e manipular as canetas emagrecedoras de forma irregular, e hoje foi localizada em um apartamento com medicamentos armazenados.

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Detalhes da operação

Segundo o portal g1, as investigações levaram à descoberta de que os produtos eram vendidos fora de farmácias e drogarias licenciadas, em desacordo com normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em entrevista à TV Globo, o delegado Wellington Vieira, titular de Decon, entre os investigados há profissionais da saúde. "Isso é uma infração ética. Por isso, nós vamos fazer contato com o Conselho de Medicina para informar os nomes desses médicos", disse.

Segundo a PCERJ, entre os perigos do uso desses produtos estão:

  • aplicação de substâncias diferentes da anunciada;
  • contaminação bacteriológica;
  • quebra da cadeia de refrigeração necessária para conservação;
  • dosagem inadequada sem acompanhamento médico.

Ainda conforme a Polícia, além de causar prejuízo financeiro, os produtos ilegais não possuíam qualquer garantia de procedência ou controle de qualidade e eram vendidos com preços abaixo do mercado, chegando até a metade do valor.

Anvisa proíbe comercialização de canetas emagrecedoras

No início do mês, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, importação e o uso dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, considerados irregulares no Brasil.

Ambos são vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, Confome a agência, no entanto, as canetas são fabricadas por uma empresa não identificada, além de não ter registro, notificação ou cadastro na agência. 

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