Mãe condenada após filho ter órgão genital decepado pelo padrasto é presa em Canindé

Mulher foi condenada a nove anos e quatro meses de detenção.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Na época do crime, ela tentou enganar médicos sobre a causa do ferimento da criança, que tinha 5 anos de idade.
Legenda: Na época do crime, ela tentou enganar médicos sobre a causa do ferimento da criança, que tinha 5 anos de idade.
Foto: Divulgação/Delegacia de Polícia Civil de Canindé.

A Polícia Civil do Ceará cumpriu, nessa sexta-feira (22), um mandado de prisão contra uma mulher de 30 anos condenada por participação em um caso de maus-tratos contra o próprio filho, em Canindé, no Sertão Central cearense. O caso ganhou repercussão após a criança, então com 5 anos, ter parte do órgão genital decepado pelo padrasto.

A captura foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia Civil de Canindé. A mulher foi localizada no bairro Bela Vista e conduzida à unidade policial para o cumprimento da sentença penal condenatória já transitada em julgado.

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Segundo a Polícia Civil, a mulher foi condenada por envolvimento direto nas agressões praticadas contra o menino. Ela permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia.

Mulher foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão. Na época do crime, ela tentou enganar médicos sobre a causa do ferimento da criança, que tinha cinco anos de idade.

A condenação envolve os crimes previstos nos artigos 129, parágrafo 9º, e 136, parágrafo 3º, do Código Penal Brasileiro, relacionados a lesão corporal e maus-tratos.

Criança sofreu mutilação e passou por cirurgia

O crime ocorreu em dezembro de 2023, em Canindé. Conforme as investigações, a criança deu entrada no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, com o órgão genital dilacerado e transportado dentro de uma caixa de isopor. Médicos conseguiram realizar o reimplante da estrutura. 

Durante as apurações, foram identificados sinais de violência física recorrente no corpo do menino, incluindo cicatrizes no rosto, pernas, pescoço, nuca e genitália. A investigação apontou que o padrasto praticava agressões constantes, enquanto a mãe teria permitido os abusos. 

Em depoimento especializado, a criança relatou episódios de violência e descreveu o momento em que sofreu a mutilação. O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará.

Condenação da mãe e do padrasto

Em novembro de 2024, a Justiça do Ceará condenou o padrasto a 13 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de lesão corporal gravíssima e maus-tratos. Já a mãe recebeu pena de nove anos e quatro meses em regime inicialmente fechado, além de perder o poder familiar sobre o filho. 

A sentença destacou que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra criança. Atualmente, o menino está sob os cuidados do pai biológico.

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