Idoso é denunciado por estupro contra cinco netos em Carnaubal, no CE

Homem utilizava arma de fogo e coação psicológica para silenciar as vítimas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:20)
Fotografia em plano detalhado com foco seletivo que retrata uma situação de violência ou abuso. No canto inferior esquerdo, em primeiro plano e com nitidez, a mão forte de um adulto segura firmemente pelo pulso o braço esquerdo de uma criança. Ao fundo, ligeiramente desfoada, a criança — que aparenta ser um menino de cabelos escuros e veste camiseta branca e bermuda rosa — está encolhida no chão. Ela estende a mão direita aberta em direção à câmera, em um gesto defensivo de
Legenda: Os abusos ocorreram de forma reiterada entre os anos de 2010 e 2016.
Foto: Reprodução/Shutterstock.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou um idoso pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção de menores praticados contra os cinco netos. Os abusos ocorreram de forma reiterada no município de Carnaubal, no Interior do Estado, entre os anos de 2010 e 2016.

Conforme o inquérito concluído pela Polícia Civil, todas as vítimas tinham menos de 14 anos de idade à época das agressões, que aconteciam de maneira velada dentro do próprio ambiente familiar. A denúncia formal foi apresentada por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São Benedito.

Terror psicológico e ameaças armadas

Para cometer os crimes sem ser descoberto, o acusado utilizava a sua figura de avô e a relação de confiança inerente ao parentesco para instituir um regime de absoluto controle e dominação sobre os netos. A investigação detalha que os abusos ocorriam na própria residência das vítimas, em um cenário sistemático de extrema coação moral.

O idoso impedia qualquer tentativa de reação ou pedido de socorro por parte das crianças ao ameaçar de morte os demais membros da família. Além disso, a intimidação era reforçada com a exibição de uma arma de fogo, o que instaurava um ambiente de pânico e garantia o silêncio das vítimas.

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Andamento judicial

O longo período de exposição a essas violências gerou impactos devastadores e permanentes na saúde mental dos jovens. Os documentos da investigação policial atestam o desenvolvimento de quadros severos de ansiedade e depressão, havendo inclusive o registro de uma tentativa de suicídio por parte de um dos netos.

A peça acusatória do MPCE é fundamentada nos depoimentos detalhados das vítimas e testemunhas, somados a relatórios técnicos de escuta especializada. Atualmente tramitando em segredo de Justiça, o processo ainda aguarda a perícia nos dados de celulares apreendidos para encorpar as provas.

Responsável pelo caso, o promotor de Justiça Muriel Vasconcelos ressaltou a brutalidade das ações, afirmando que quando o lar se transforma em instrumento de violência, o Estado tem o dever de dar uma resposta firme e exemplar para garantir que a violação à dignidade infantojuvenil não fique impune.