Quem são os chefes do PCC presos na Bolívia investigados por traficar armas para o Ceará

Homens foram presos em uma chácara na cidade de Santa Cruz de La Sierra.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 12:57)
DOIS SUSPEITOS presos montagem bolivia prisoes.
Legenda: As prisões aconteceram na Bolívia.
Foto: Reprodução.

Uma ação integrada entre as Polícias Civil e Militar do Ceará, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE), da Polícia Boliviana (FELCN) e da Polícia Federal Brasileira resultou nas prisões dos cearenses Felipe Anderson Pinho de Sousa, o 'Felipe Pacote', e Gleison Gomes de Oliveira, o 'Zé Caboclo'.

Os homens são apontados como chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e investigados por traficar armas da Bolívia ao Ceará.

Com as prisões deste fim de semana, já são três criminosos cearenses de alta periculosidade detidos na Bolívia, em menos de um ano. O outro preso foi Jangledson de Oliveira, o 'Nem da Gerusa', que fugiu poucos dias depois. 

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Nesta segunda-feira (11), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou detalhes, em coletiva de imprensa, de como as prisões aconteceram na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

A investigação apontou que um dos homens possui passagens por homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas e porte ou posse ilegal de arma de fogo. Já o outro tem passagens por integrar organização criminosa. Os dois são suspeitos de envolvimento em crimes no Interior norte do Ceará.

Segundo a apuração do caso, os dois enviavam armas para as cidades de Itapipoca, Ibiapina, Tianguá, Meruoca, Itapajé, Sobral, Trairi, Tauá, Guaramiranga e alguns bairros de Fortaleza.

"Eles saíam de Itapipoca para o entorno da cidade e cometiam homicídios e retornavam para a cidade de Itapipoca, onde eles se consideram seguros. Pois nós estamos provando aqui que não há segurança para eles. Todos estão sendo presos. Então, a prisão desse elemento com certeza vai repercutir bastante no número de CVLIs na região norte", apontou Marcus Aurélio, diretor do Departamento de Polícia Judiciária Interior Norte (DPJI-Norte). 

Também participaram da coletiva o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, Roberto Sá, e o superintendente da Polícia Federal no Ceará, Antônio Simões Franco. 

Prisão de bolivianos e apreensões

Felipe e Gleison foram localizados em uma chácara, localizada em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. 

A ação ainda resultou na apreensão de 19 armas, entre fuzis (15), pistolas e carabinas, além de uma quantia de drogas, fardamentos policiais e veículos. Além dos cearenses, dois bolivianos também foram presos. 

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Legenda: Material apreendido na Bolívia.
Foto: Divulgação.

Segundo Daniel Pinheiro Ramos, supervisor-chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), os trabalhos policiais identificaram um elo entre os dois cearenses e um narcotraficante com atuação na América Latina, preso recentemente.

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"Através dessas informações, nós entramos em contato diretamente com o oficial de ligação lá da Bolívia, por intermédio da Polícia Federal e, nessa parceria, realizamos o contato imediato com a polícia da Bolívia, que acolheu as informações construídas no estado do Ceará, pelas forças de segurança do estado do Ceará, juntamente com a Ficco", explicou. 

Conforme o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutierrez, criminosos envolvidos com a alta estrutura de organizações têm buscado locais onde possam atuar com um nível maior de tranquilidade, o que acabou levando à identificação da Bolívia como um destes destinos.

"A gente identifica isso no Rio de Janeiro, em São Paulo. Criminosos fogem daqui para lá, mas identificamos também que criminosos fogem para Bolívia, para vários locais ali da Bolívia, buscando essa mesma sensação de segurança, porque verificam que a pressão do sistema de segurança nesses locais, no caso aqui no Ceará, está muito alta", reforçou. A ação, explicou, também vem da diretriz para que o trabalho de inteligência foque nos alvos localizados fora do estado.

EXTRADIÇÃO

Os representantes das Forças de Segurança do Ceará afirmam que têm intenção de que a dupla seja extraditada em breve: "estamos trabalhando no sentido de fazer a extradição o mais rápido possível", disse o delegado Marcus Aurélio.

O delegado-geral acrescentou que criminosos do Ceará fogem para diversos locais da Bolívia. Não há previsão para os presos serem recambiados ao Brasil. 

 

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