PM do RN morto em acidente fazia vídeos motivacionais e era chamado de 'professor' por amigos
Perfil de Giambattista no Instagram soma mais de 77 mil seguidores.
A morte do 2º sargento da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), Giambattista Ferreira da Cunha Santos, aos 51 anos, em um acidente de motocicleta registrado em Fortaleza, provocou forte comoção entre agentes de segurança de diversos estados. Nas redes sociais, colegas, ex-alunos e admiradores prestaram homenagens ao militar, destacando trajetória profissional, liderança e dedicação à atividade policial.
Conhecido como "Caveira 33", em referência à formação no Curso de Operações Especiais (Coesp), Giambattista era uma figura bastante popular nas redes sociais. Em mensagens de agradecimentos no Instagram, agentes de segurança chamam o PM de "professor" pelo trabalho como instrutor em treinamentos.
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Com 77 mil seguidores, o perfil de Giambattista no Instagram compartilhava conteúdos motivacionais, treinamentos operacionais ao lado de outros policiais militares e registros de ações de combate ao crime organizado.
Entre as publicações, também estavam momentos de convivência com o secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará, Mauro Albuquerque. Os dois apareciam juntos em vídeos e fotografias durante corridas na orla de Fortaleza e treinamentos físicos.
Mauro Albuquerque publicou mensagem de despedida
"Hoje perdi mais um irmão! Que Deus receba ele nos seus braços, pois ele era essa pessoa. Viveu intensamente cada momento de força e honra", escreveu o secretário no Instagram.
Além da atuação nas redes sociais, Giambattista era amplamente respeitado dentro da corporação. O apelido Caveira 33 fazia referência à conclusão do Curso de Operações Especiais (Coesp), uma das formações mais exigentes da área de segurança pública.
O curso prepara os participantes para atuar em ocorrências críticas e de alta complexidade. A formação inclui disciplinas como gerenciamento de crises, inteligência policial, operações helitransportadas, operações ribeirinhas, ações antibombas, paraquedismo operacional, sobrevivência na caatinga, operações submersas e ações táticas especiais.
Desde a confirmação da morte, dezenas de mensagens foram publicadas por policiais e ex-alunos que conviveram com o militar. Nas homenagens, eles ressaltam o profissionalismo, a disciplina e a capacidade de inspirar novos integrantes das forças de segurança.
A Polícia Militar do Ceará (PMCE) e a Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) também manifestaram pesar pela morte do sargento, destacando a contribuição dele para a segurança pública e o legado deixado para as futuras gerações de policiais.