Júri inocenta acusado de homicídio na área do Mangue 937 em Fortaleza

O crime aconteceu há pouco mais de uma década.

Escrito por
Emanoela Campelo de Melo emanoela.campelo@svm.com.br
forum fachada homem saindo andando calçada.
Legenda: A decisão pela absolvição foi votada em sessão realizada nessa segunda-feira (1º).
Foto: Arquivo DN/Helene Santos.

O Tribunal do Júri absolveu na última segunda-feira (1º)  um homem acusado por assassinar um desafeto no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza, mais precisamente em uma área conhecida como 'Mangue 937'.

Francisco Jean Carlos Nogueira Sales, o 'Tobogan' , sentou no banco dos réus 11 anos após o crime e foi inocentado pela morte de Luciano Ribeiro de Almeida. 

A vítima havia parado em frente a uma lanchonete e estava do lado de fora do carro aguardando a esposa que comprava um sanduíche, quando foi surpreendida por cinco suspeitos, dentre eles menores de idade.

Com o passar dos anos e o desenrolar do processo, veio a prescrição punitiva do crime de corrupção de menores e declarada extinta a punibilidade.

Os membros do Conselho de Sentença decidiram, por maioria, pela absolvição do réu em relação ao homicídio julgado em sessão realizada na 1ª Vara do Júri de Fortaleza. 

Jean já não estava preso devido a este crime.

O DIA DO CRIME

Luciano Ribeiro foi alvejado a tiros no dia 18 de fevereiro de 2015. Por volta das 19h30, ele e a esposa chegaram na comunidade 'Sossego', onde já tinham residido.

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Na versão da mulher, o casal estava passeando e foi "visitar velhos amigos e comprar um lanche".

Ao chegarem na lanchonete, a mulher desceu do carro, enquanto Luciano esperou do lado de fora, encostado no veículo, conversando com um amigo.

Um homem conhecido como 'Juninho' teria abordado a esposa da vítima, já apontando uma arma de fogo e ordenando que ela falasse onde Luciano estava.

Foi quando o executor avistou o alvo e passou a efetuar os disparos. A vítima correu, pulou o muro de uma casa e tentou se esconder, mas foi alcançada pelo bando "em uma ação de execução sumária".

O crime teria sido motivado por disputas relacionadas ao tráfico. 

"Ao ser interrogado em juízo, Francisco Jean Carlos Nogueira Sales negou a autoria e qualquer tipo de participação no delito apurado, alegando que conhecia os demais acusados apenas de vista, mas que jamais teve qualquer proximidade com os supostos envolvidos", disse o acusado.

Em fevereiro do ano passado, Jean foi pronunciado, ou seja, a Justiça decidiu que ele fosse a júri. O denunciado recorreu da decisão de pronúncia, que foi mantida.

'CASO MANGUE 937'

Nos últimos anos, outras pessoas foram assassinadas na região que ficou conhecida como 'Mangue 937'. Um dos casos de maior repercussão foi o triplo homicídio de mulheres.

As três vítimas foram esquartejadas e decapitadas no dia 2 de março de 2018. Um ano depois, cinco homens foram a júri popular pelos homicídios e restaram condenados. 

 

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