Fundador da facção GDE, 'Marquim Chinês' é preso com documento falso no CE
Homem tinha dois mandados de prisão em aberto.
Um dos fundadores da facção criminosa cearense Guardiões do Estado (GDE), "Marquim Chinês", de 46 anos, foi preso suspeito de homicídio e receptação em Aquiraz. Os agentes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) realizaram a captura na tarde de segunda-feira (23).
Marcos da Silva Pereira, de 46 anos, também foi autuado por uso de documento falso. Em outubro de 2018, foi preso após uma investigação da Polícia Civil. Na época, constataram que ele era um dos grandes fornecedores de cocaína para a liderança da facção criminosa.
Após a prisão desta segunda, "Marquim Chinês" foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Aquiraz. Os mandados de prisão em aberto foram cumpridos e ele está à disposição da Justiça, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Veja também
Entenda como ocorreu a captura
O veículo do suspeito foi localizado por uma equipe do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE). Conforme nota da SSPDS, ele "trafegava em atitude suspeita pelo bairro Patacas".
Na abordagem, Marcos da Silva mostrou um documento de identificação falso, que logo foi verificado pelos policiais.
Após identificarem "Marquim Chinês", constataram que ele tinha dois mandados de prisão em aberto: um pelo crime de homicídio e outro, por receptação.
"O homem já conta com antecedentes criminais por dois homicídios, por integrar organização criminosa, tráfico de drogas e por associação para o tráfico", detalhou, em nota.
Aliança entre facções criminosas
A facção cearense Guardiões do Estado (GDE) se aliou à facção carioca Terceiro Comando Puro (TCP) em setembro de 2025. A consolidação dessa aliança ocorreu por meio de salves e fogos de artifício. Nos grupos, comunicaram: "o fortalecimento vai ser de mil grau agora".
A TCP opera com hierarquia descentralizada, que "pode ser vista como uma estratégia para facilitar a expansão e o controle de territórios distantes", segundo promotores de Justiça de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Ceará (MPCE).
Além disso, com o acirramento do conflito entre facções rivais em Fortaleza, a população fica mais vulnerável, com a volta do cenário dos "deslocados urbanos".