Líder do PCC vai a júri popular por ordenar execução de mãe e filha em Fortaleza

O crime aconteceu há 13 anos e foi encomendado de dentro da prisão.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: As duas mulheres foram mortas dentro de casa no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza
Foto: VIVIANE PINHEIRO

A Justiça do Ceará marcou uma nova data para um dos chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) sentar no banco dos réus e ser julgado por um duplo homicídio tramado dentro da prisão.

Marcílio Alves Feitosa, o 'Tranca', deve ir a júri popular no próximo dia 2 de julho, a partir das 9h.

Antes, a sessão estava programada para acontecer nesse 4 de junho, mas ficou impossibilitada pela data coincidir com o feriado de Corpus Christi.

O crime aconteceu no dia 19 de fevereiro de 2013, tendo como vítimas duas mulheres conhecidas do acusado: Desiane Duarte Benigno, ex-namorada do réu, e Jovita Duarte de Lima, mãe de Desiane.

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O motivo do crime teria sido ciúme da ex-namorada.

O acusado foi pronunciado em janeiro de 2018. A defesa dele recorreu da sentença em todas as instâncias possíveis, na tentativa de anular a ida de Marcílio ao Tribunal do Júri, até a decisão ser mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Marcílio também é apontado pelas autoridades como traficante internacional de drogas. O advogado dele não foi localizado pelo Diário do Nordeste para comentar sobre o caso.

DUPLO HOMICÍDIO

Foi durante a investigação de um esquema milionário de venda de cocaína e maconha financiada por Marcílio que a Polícia descobriu o envolvimento dele no duplo homicídio. 

Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça captaram conversas em que ele ordenou que comparsas executassem as duas mulheres.

As mortes ocorreram no dia 19 de fevereiro de 2013, no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza. Marcílio mantinha um relacionamento com Desiane e, conforme os autos, não aceitou o fim do namoro.

A investigação apontou que ele estava preso em uma unidade prisional de Caucaia quando ordenou as mortes.

‘Desi’ havia sido solta há pouco mais de um ano antes de morrer. Ela tinha antecedentes criminais por homicídio e formação de quadrilha. 

A jovem era suspeita de integrar um bando que atacava agências bancárias na Região Centro-Sul do Estado.

No dia do duplo assassinado, as vítimas estavam dentro de casa quando criminosos contratados arrombaram o portão e a porta até encontrar as mulheres. 

Mãe e filha morreram alvejadas a tiros dentro do quarto. No local ainda havia um bebê, que presenciou o crime.

Jovita Duarte levou três tiros na cabeça. Os indícios apontam que ela foi morta porque tentou defender a filha.

 

 

 

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