Buldogue francês morre por asfixia em gaiola de pet shop de Fortaleza; tutor aciona Polícia
Caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia Civil, neste sábado (6).
Um buldogue francês chamado Bacon morreu dentro de uma gaiola de um pet shop localizado na Avenida Padre Antônio Tomás, no bairro Aldeota, em Fortaleza, após ser deixado no estabelecimento para um serviço de banho e cuidados de rotina. O caso aconteceu neste sábado (6). Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia Civil.
Em relato ao Diário do Nordeste, o tutor Bruno Santiago afirmou que ele e o esposo são clientes do estabelecimento há mais de cinco anos.
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Segundo Bruno, o casal deixou Bacon e outro cachorro da família no estabelecimento entre 9h e 10h da manhã de hoje. Os animais estavam saudáveis e sem qualquer alteração de comportamento. Não há confirmação se Bacon chegou a passar pelo banho antes da morte.
Por volta das 13h40, o tutor recebeu uma ligação de uma funcionária informando que havia ocorrido um problema envolvendo um dos cães e pedindo que comparecesse imediatamente ao local. De acordo com Bruno, mesmo após insistir por explicações, os funcionários não informaram o que havia acontecido.
“Quando ela ligou, a gente já ficou apavorado. A gente insistia para saber o que tinha acontecido, mas pediram apenas para que fôssemos ao local. Quando chegamos, descobrimos que ele estava morto”, relatou Bruno.
Tutor foi informado que cão sofreu asfixia
Conforme registrado no B.O, uma funcionária informou que o animal teria conseguido levantar a parte superior da baia onde estava acomodado, ficando com a cabeça presa entre a estrutura da gaiola e a parede. Segundo o relato, o cão teria sofrido asfixia mecânica e sufocação.
Bruno questiona a versão apresentada pelo estabelecimento e afirma que houve falha no monitoramento do animal.
“Eles disseram que ele ficou preso na gaiola e morreu enforcado. O que a gente quer entender é como ninguém viu isso acontecer. A própria funcionária falou que os cachorros ficam agitados nas gaiolas. Então por que não havia acompanhamento?”, questionou.
O tutor afirmou ainda que, ao chegar ao estabelecimento, encontrou o local praticamente vazio e teve dificuldades para obter esclarecimentos. Segundo ele, o proprietário não estava presente.
De acordo com o B.O., os tutores solicitaram acesso às imagens das câmeras de segurança da área onde os animais permanecem durante os procedimentos. Até o momento do registro policial, as gravações não haviam sido disponibilizadas.
Corpo de animal passará por exames
O corpo do pet foi encaminhado para exame de necropsia, que deverá apontar a causa da morte e ajudar a esclarecer as circunstâncias do caso.
No boletim, o tutor também manifestou interesse em representar criminalmente contra os responsáveis caso sejam constatadas irregularidades, requerendo a apuração dos fatos sob a ótica da Lei de Crimes Ambientais e de eventual prática de maus-tratos.
A Polícia Civil deverá analisar os depoimentos, as imagens do circuito interno de segurança e o laudo da necropsia para determinar se houve negligência ou qualquer infração relacionada à morte do animal.
Polícia foi acionada ao local
A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para acompanhar a ocorrência. Bruno informou ainda que pretende ter acesso às imagens das câmeras de segurança para verificar exatamente o que aconteceu com o animal dentro do pet shop.
O tutor destacou que o cão era dócil e conhecido pelos funcionários devido à relação de mais de cinco anos da família com o estabelecimento.
A reportagem ligou para o pet shop e demandou respostas via e-mail, além de via WhatsApp. Até a publicação desta matéria, não houve esclarecimentos sobre o ocorrido. O espaço segue aberto.