Júri de empresário acusado de atropelar e matar bombeira civil em Fortaleza é adiado

Conforme o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), a nova data para o julgamento é dia 10 de dezembro deste ano.

Escrito por Matheus Facundo matheus.facundo@svm.com.br
13 de Agosto de 2026 - 16:30
capa da noticia
Legenda: Atropelamento matou bombeira civil e deixou o namorado dela em estado grave.
Foto: Flávio Rovere.

O julgamento do empresário Roberto Ayrton Bezerra Ramos, de 53 anos, que aconteceria nesta quinta-feira (13), no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, foi adiado para o dia 10 de dezembro deste ano. Ele é réu por matar a bombeira civil Hanna Moreira dos Reis, 24 anos, e por tentar matar o namorado dela, de 28 anos, em uma colisão de trânsito ocorrida em junho de 2023.

Conforme o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o júri teve a data alterada em razão da mudança do advogado de defesa, constituído em 11 de agosto. O magistrado do caso aceitou o pedido de adiamento feito pela defesa, que alegou não ter tido tempo hábil para se preparar para o julgamento.

Discussão por manobra de trânsito 

O crime aconteceu na manhã de 15 de junho de 2023. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Roberto Ayrton se desentendeu com as vítimas nas proximidades de um shopping no bairro Papicu, após uma manobra arriscada feita pelo empresário ao desviar de uma poça de lama.

A discussão continuou e, já no bairro Varjota, o empresário teria jogado intencionalmente o carro contra a motocicleta em que a vítima estava na garupa, imprensando o casal contra veículos estacionados. Câmeras de segurança registraram que o réu não prestou socorro após o atropelamento.

Hanna Moreira dos Reis, bombeira civil de 24 anos, morreu no local. O namorado dela, condutor da moto, ficou gravemente ferido e chegou a ficar internado, sem saber da morte da namorada

Roberto Ayrton foi denunciado pelo MPCE por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, uso de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima) e por tentativa de homicídio.

Ele foi preso em junho de 2023, mas obteve a revogação da prisão preventiva em dezembro do mesmo ano, mediante medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento do passaporte, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), proibição de contato com a vítima sobrevivente e proibição de deixar Fortaleza sem autorização judicial.

Este conteúdo é útil para você?

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado

Edição do Dia