Operação contra esquema do Comando Vermelho cumpre mandados em oito estados, incluindo o Ceará

Grupo é investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
13 de Agosto de 2026 - 10:14
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Legenda: A Justiça também ordenou o bloqueio de cerca de R$ 7,7 milhões das contas dos investigados e o sequestro de bens.
Foto: Reprodução/Rede Amazônica.

Um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV) que movimentou mais de R$ 35 milhões virou alvo de operação da Polícia Federal (PF), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Amazonas (MPAM) nesta quinta-feira (13).

Conforme as autoridades, são cumpridos, no total, 43 mandados judiciais em pelo menos 8 estados brasileiros, incluindo o Ceará, Amazonas, Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Santa Catarina.

A ação mira a organização criminosa ligada ao CV, investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.

O Diário do Nordeste solicitou mais informações sobre a operação da PF no Ceará e aguarda retorno.

Operação "La Máquina"

Intitulada pela PF de "La Máquina", a operação desta quinta conta com a participação de mais de 100 policiais federais. Conforme informações do portal g1, são cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e quatro medidas cautelares.

As investigações apontam que a organização criminosa utilizava aviões de pequeno porte, pilotos e até pistas clandestinas para o tráfico de entorpecentes a partir da Amazônia para outras regiões do país.

Modus operandi

O esquema contava com integrantes que articulavam a distribuição das drogas por estados do Brasil por via aérea, fluvial e terrestre. A ação criminosa incluía a adulteração da identificação de aeronave e a compra e o financiamento de aviões.

No total, o esquema teria movimentado mais de R$ 35 milhões, entre valores movimentados por pessoas físicas e jurídicas ligadas aos faccionados.

Ainda segundo a publicação, na tentativa de ocultar as movimentações financeiras, o grupo usava empresas de fachada, depósitos e transferências fracionadas, os chamados "laranjas" para camuflar a aquisição de bens.

Também foram identificados investimentos em imóveis, veículos, embarcações, centros comerciais e outros empreendimentos em Manaus.

Bloqueio de bens

A partir da operação, a Justiça também ordenou o bloqueio de cerca de R$ 7,7 milhões das contas dos investigados e o sequestro de bens, entre eles:

  • 31 veículos, avaliados em cerca de R$ 3 milhões;
  • dois centros comerciais, localizados no bairro Novo Aleixo e Tancredo Neves, ambos em Manaus;
  • aproximadamente R$ 7,7 milhões em ativos financeiros.

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