Tiros na parede e casa incendiada: Júri condena homem por tentar matar mulher enquanto ela dormia

A vítima foi socorrida por populares.

Escrito por Emanoela Campelo de Melo emanoela.campelo@svm.com.br
26 de Setembro de 2026 - 07:00
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Legenda: A sentença foi proferida pelo juiz da 2ª Vara do Júri.
Foto: Arquivo DN.

O Tribunal do Júri decidiu condenar Wanderson Rodrigues da Silva Barbosa por tentar assassinar uma mulher no bairro Centro, em Fortaleza. A vítima dormia em casa quando foi surpreendida por um incêndio e disparos de arma de fogo.

Wanderson deve cumprir pena de 11 anos de prisão por tentativa de homicídio. Ele respondia ao processo em liberdade, mas foi preso logo após a sentença. A defesa do réu não foi localizada pela reportagem. 

De acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE), o crime aconteceu no contexto da disputa entre facções, pelos criminosos acreditarem que, supostamente, a vítima vinha repassando informações sobre o bando a um policial amigo dela.

Outros ataques com usos de bombas foram registrados em Fortaleza nos últimos meses. 

CRIME COM REQUINTES DE CRUELDADE

Na madrugada do dia 31 de janeiro de 2018, a vítima estava em casa quando foi surpreendida pela ação orquestrada de criminosos. Segundo a acusação, a mando de Wanderson os homens atacaram a casa da mulher, de identidade preservada, na tentativa de matá-la.

O ataque começou quando um dos homens jogou uma bomba na lateral da casa. Fios de energia começaram a pegar fogo. Minutos depois, uma segunda bomba foi arremessada. Desta vez, atingindo a rede onde a vítima dormia.

Na sequência houve disparos de arma de fogo que, de acordo com a sobrevivente, só não a atingiram porque "a bala não ultrapassou a parede".

"Eu senti um cheiro de pólvora queimada. Eles tentaram tirar a minha vida"
Sobrevivente.

Quando a mulher tentou sair de casa, segundo ela, os criminosos "riscaram fósforos no chão e o fogo pegou nas minhas pernas e no sofá". Populares interviram e conseguiram tirar a vítima de dentro do imóvel.

"Eu tive queimadura de terceiro grau, fiquei 29 dias internada no IJF. Eu nunca sofri tanto na minha vida como sofri nesse tempo. Foi muito doloroso", contou aos jurados durante a sessão realizada na última semana.

Ainda segundo a sobrevivente, ela já tinha sido ameaçada antes e comunicado aos policiais militares que patrulhavam na região.

Ao todo, cinco homens foram acusados pelo crime de tentativa de homicídio e organização criminosa, mas o processo restou desmembrado e um deles morreu ao longo da instrução.

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