Carro da família de João Munhoz é vistoriado em delegacia após morte de Isabelle Caracristi

A Polícia coleta novos depoimentos de testemunhas nesta quinta-feira (24).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Setembro de 2026 - 15:50 (Atualizado às 16:06)
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Legenda: Chamou a atenção dos policiais um rádio comunicador e uma luz de led que estavam no porta-malas do automóvel.
Foto: Reprodução/Matheus Facundo.

O carro da família do bacharel de Direito João Munhoz Neto, 34, passou por vistoria na tarde desta quinta-feira (24). O veículo foi levado ao pátio do 2º Distrito Policial, na Aldeota, em Fortaleza, pelos próprios parentes de João, 11 dias após a morte da universitária Isabelle Caracristi.

O porta-malas do automóvel modelo Creta, de cor preta, estava lotado. Dele foram retirados pelos policiais civis um rádio comunicador e uma luz de led. Minutos depois os objetos foram devolvidos.

O carro em questão é o mesmo que aparece nas imagens da garagem do edifício La Piazza, às 22h48 do dia 13 de setembro de 2026. Nele estavam João Munhoz, o irmão dele, a namorada e outra mulher, no dia da morte da estudante.

A Polícia pediu busca e aprensao no veiculo
Legenda: A Polícia pediu busca e aprensao no veiculo
Foto: Reprodução.

Celulares de João, da Isabelle e da mãe de João, a servidora pública Sara Regina Alexandre Munhoz foram apreendidos e passam por perícia.

A Polícia também pediu a apreensão de câmeras, cartões de memória, cadernos, blocos e objetos pessoais de Isabelle. 

PEDIDO DE HABEAS CORPUS

Ainda nesta quinta-feira (24), a advogada Lígia Peixe, que representa João e a família dele, confirmou ao Diário do Nordeste que deu entrada em um pedido de habeas corpus na tentativa de revogar a prisão de João.

A reportagem solicitou informações ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) sobre a análise do pedido. Em nota, o TJ disse que "os procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça".

O bacharel em Direito foi preso nessa terça-feira (22), passou por audiência de custódia e foi e levado ao presídio no dia seguinte. 

Perícia indica que queda de Isabelle foi 'voluntária' 

O perito-geral da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) Júlio Torres afirmou em coletiva de imprensa nesta quarta que laudo pericial aponta que a queda e morte de Isabelle Caracristi, 22, aconteceram por "precipitação voluntária", e que uma câmera de monitoramento localizada no condomínio La Piazza corrobora o fato. 

"Houve um precipitação voluntaria do rooftop, onde ela caiu em posição vertical", afirmou o perito.

QUEM ERA ISABELLE CARACRISTI?

O Diário do Nordeste conversou com o irmão da universitária, Rafael Magalhães, que falou sobre os "sonhos interrompidos e a tragédia que a família vive agora".

Isabelle foi encontrada morta no último dia 13 deste mês de setembro.
Legenda: Isabelle foi encontrada morta no último dia 13 deste mês de setembro.
Foto: Reprodução.

"Desde muito pequena ela sempre quis ser advogada, defensora dos direitos, ela brigava pelos direitos, pelas suas questões. Ela queria ser advogada criminalista, uma juíza, queria defender os direitos de crianças e mulheres", contou Rafael.

A Isabelle, minha irmã, sempre teve muitos sonhos, somos de uma família batalhadora, filhos de professora, filhos de quem sempre lutou".
Rafael Magalhães.

O irmão lembra da jovem como uma menina alegre e que cuidava da mãe e da avó: "ela gostava de estar presente, de estar junta".

"Todo mês a Isabelle ia pintar o cabelo da minha avó e agora ela pergunta: 'quem vai pintar meu cabelo?'. Ela era comunicativa, divertida, não tinha tempo ruim para a minha irmã".

 

 

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