Terceiro pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro é negado por Moraes
As condições médicas do ex-presidente, que passou por novo procedimento cirúrgico, foram usadas pela defesa.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve o terceiro pedido por prisão domiciliar negado pelo ministro Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (1º). O pedido da defesa ocorreu após Bolsonaro passar por novo procedimento cirúrgico no dia 30 de dezembro.
Segundo os advogados do ex-presidente, seria preciso conceder uma "prisão domiciliar humanitária" antes que ele recebesse a alta hospitalar. A alegação é de que Bolsonaro precisaria de cuidados específicos. As informações são da CNN.
A defesa argumentou que as condições de saúde de Bolsonaro podem ser agravadas em regime fechado e citou o exemplo do ex-presidente Fernando Collor, que teve o pedido acatado pela Justiça.
Veja também
Contudo, o entendimento de Moraes é de que não existem fatos novos que justifiquem a prisão domiciliar.
O ministro do Supremo reforçou, inclusive, que os médicos do ex-presidente possuem acesso, 24 horas por dia, à Superintendência da Polícia Federal e, portanto, todas as prescrições médicas podem ser realizadas no local.
"Não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos", destaca o ministro na decisão.
Essa é terceira vez que Moraes nega um pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro, desde que ele foi preso no final de novembro. Um dos pedidos foi negado no dia da prisão, em 22 de novembro, e o segundo foi no dia 19 de dezembro.