Legislativo Judiciário Executivo

Roberto Cláudio diz que recua do desejo de disputar Governo caso Ciro seja o candidato

Ex-prefeito de Fortaleza defende que Ciro Gomes é o nome com maior capacidade de frente ao candidato governista.

Escrito por
Igor Cavalcante igor.cavalcante@svm.com.br
(Atualizado às 20:29)

O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil), afirmou que abrirá mão de disputar o Governo do Ceará nas eleições de 2026 caso o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) decida entrar na corrida como candidato ao Executivo estadual. O político, recém-filiado ao União Brasil, destacou que o nome de Ciro é o que mais une a oposição ao grupo governista no Estado.

O ex-prefeito conversou com os jornalistas e editores Jéssica Welma e Wagner Mendes, na live do PontoPoder desta quinta-feira (6). Segundo Roberto Cláudio, uma eventual candidatura de Ciro teria força para agregar não apenas a oposição, mas também aliados insatisfeitos com o atual governo.

“O Ciro topando? Não há a menor dúvida (que recuaria). Ele nos une, une a todos, une a oposição inteira. E digo mais, ele não une só a oposição — e aqui estou tirando o Eduardo Girão (Novo), porque ele tem o lançamento da pré-candidatura —, ele anima vários partidos e parlamentares, prefeitos e lideranças municipais que hoje estão na base do Governo”
Roberto Cláudio (União)
Ex-prefeito de Fortaleza

O ex-prefeito avaliou ainda que uma possível entrada de Ciro na disputa provocaria forte reação do grupo governista.

“Uma eventual pré-candidatura do Ciro é um terremoto muito grande lá no Abolição, e por isso o Governo tem reagido tão agressivamente à oposição. Normalmente, é a oposição que reage ao Governo”, completou.

Roberto Cláudio gesticula enquanto concede entrevista. Ele veste uma camisa azul e está sentado
Legenda: Roberto Cláudio defende o nome de Ciro Gomes como candidato da oposição para o Governo do Ceará em 2026.
Foto: Thiago Gadelha

Oposição reunida

A fala de Roberto Cláudio ocorre em um momento de reorganização das forças oposicionistas no Ceará. Desde as eleições de 2022, quando o grupo dos irmãos Ciro e Cid Gomes rachou e o PT manteve o comando do Palácio da Abolição, partidos de centro e direita buscam uma nova configuração capaz de vencer os petistas — que têm o apoio de Cid.

Nesse movimento, lideranças do União Brasil, PSDB e PL têm intensificado as conversas em torno da construção de uma frente ampla, capaz de reunir antigos aliados e adversários em torno de um nome competitivo. Apesar da resistência de Ciro, que diz não ter intenção de concorrer novamente, o nome dele é, atualmente, o mais cotado para enfrentar o candidato governista no próximo ano.

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