Relembre quem são os militares cearenses denunciados pela PGR por tentativa de golpe de Estado
Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira pertenciam aos núcleos 3 e 1, respectivamente, dos atos golpistas
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Entre os 37 indiciados por tentativa de golpe pela Polícia Federal — lista que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro —, dois são militares cearenses: os generais Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.
Estevam atuou como comandante de Operações Terrestres (COTER) do Exército Brasileiro durante o governo Bolsonaro, enquanto Paulo Sérgio assumiu o Ministério da Defesa ao longo do ano final de mandato do ex-presidente.
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O COTER, de Estevam, era considerado como “fundamental” para a tentativa de golpe por ser a unidade do Exército com maior contingente de tropas sob administração. Já Paulo Sérgio seria um dos integrantes da "alta cúpula" do então Governo que articulava o golpe.
General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
Natural de Fortaleza, Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira comandou, entre outras, a 10ª Região Militar (10ª RM), instalada no Centro da capital cearense.
Ele foi nomeado comandante do COTER em 2019, período em que o irmão, general Guilherme Theophilo, era secretário da Segurança Pública de Bolsonaro.
Estevam compunha o chamado “núcleo 3” da trama golpista, composto por 12 acusados que teriam promovido “ações táticas” para efetivar o plano de golpe.
Ex-ministro e general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
Já Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira nasceu em Iguatu e tem longo currículo no Exército, ao qual se alistou em 4 de março de 1974.
O ex-ministro de Bolsonaro era membro do “núcleo 1”, denominado também como “núcleo crucial” da organização. O grupo, que inclui o ex-presidente Bolsonaro, é o que está sendo julgado a partir desta terça-feira (25).
Outros ex-ministros de Bolsonaro, como Braga Netto e Augusto Heleno, também compõem o núcleo da cúpula golpista.