Prestes a assumir a Casa Civil, Ciro Nogueira já chamou Bolsonaro de fascista e elogiou Lula; veja

Entrevista do senador do PP ocorreu em 2017; hoje ele é cotado para assumir o principal ministério do Governo Federal

Ciro Nogueira já chamou Bolsonaro de fascista e elogiou Lula
Legenda: Senador cotado para assumir Casa Civil de Bolsonaro deu declaração durante entrevista em 2017
Foto: Reprodução

Cotado para assumir o comando da Casa Civil, o mais importante ministério do Governo Federal, o senador pelo Piauí Ciro Nogueira (PP) já disse, durante entrevista em 2017, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é "fascista" e "preconceituoso", e também elogiou o ex-presidente Lula (PT).

O vídeo com a entrevista passou a circular na manhã desta quarta (21) e foi compartilhado por outros políticos, incluindo o senador pernambucano Humberto Costa (PT).

Durante o diálogo, o interlocutor pergunta a Ciro Nogueira a opinião sobre o então deputado Jair Bolsonaro, e em seguida faz o mesmo questionamento acerca do ex-presidente petista. 

Assista as declarações de Ciro Nogueira

Bolsonaro

"Ao Bolsonaro, eu tenho muita restrição porque é um fascista. Tem um caráter fascista, preconceituoso. É muito fácil você ir para a televisão dizer que vai matar bandido", disse Nogueira em entrevista em 2017, ao Programa Agora, da Rede Meio Norte.

"É um discurso muito fácil, mas isso não é para presidente da República. O Bolsonaro não tem capacidade de governar. Ele nunca geriu nada", afirmou ainda. 

Lula

Em seguida, o senador do PP tece elogios ao líder do PT e diz que não se vê em posicionamento politicamente contra Lula. 

"O melhor presidente da história desse país, principalmente para o Piauí e o Nordeste. Não me vejo numa eleição votando contra o Lula", completou.

Aliado ao presidente da Câmara Arthur Lira (PP) e o líder do chamado "centrão" no Congresso Nacional, Ciro Nogueira é tido como  um dos mais importantes quadros para assegurar a popularidade de Bolsonaro entre os parlamentares. 

Na campanha presidencial em 2018, o então candidato pelo PSL havia se posicionado contra a costura de acordos políticos com o grupo.