Legislativo Judiciário Executivo

PF apreende R$ 430 mil em local ligado ao deputado Sóstenes Cavalcante

Parlamentar é alvo de operação que apura o desvio de cotas.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 13:38)
Imagem dividida mostra, à esquerda, o deputado federal Sóstenes Cavalcante de terno em ambiente parlamentar na Câmara dos Deputados e, à direita, quantidade de dinheiro em espécie apreendida em endereço ligado ao parlamentar durante operação da Polícia Federal (PF).
Legenda: Até o momento, político não comentou o caso.
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados e Divulgação/PF.

A Polícia Federal apreendeu, nesta sexta-feira (19), cerca de R$ 430 mil em espécie num endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, segundo o jornal O Globo. O parlamentar é um dos alvos de uma operação que investiga o desvio de cotas. 

Até o momento, o local onde foi encontrado o montante não foi detalhado, mas a corporação informou que cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, em endereços no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Conforme as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de coordenadamente para desviar e, posteriormente, ocultar verba pública. 

Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também é alvo de mandados de busca e apreensão nesta manhã, no âmbito da mesma ação policial. Nas redes sociais, ele disse sofrer de "perseguição implacável" e de "pesca probatória".

Até o momento, Sóstenes não se manifestou sobre o caso. 

Veja também

Desdobramento da ação policial de 2024

Esta operação é um desdobramento de outra, deflagrada em dezembro de 2024, que mirava os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Na época, conforme a CNN, a Polícia Federal chegou a solicitar que ambos os parlamentares fossem alvos de apurações, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi contrária e Dino seguiu o parecer. Com isso, os mandados miraram somente assessores dos deputados. 

A avaliação do ministro, no período, era de que não havia indícios suficientes sobre o envolvimento ou o conhecimento de Jordy e de Sóstenes sobre as atividades ilícitas.

Assuntos Relacionados