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Lula demonstra otimismo para encontro com Donald Trump

Presidente brasileiro afirmou não haver tema vetado de ser debatido.

Escrito por
Carol Melo carolina.melo@svm.com.br
Imagem mostra o presidente brasileiro Lula, usando terno cinza azulado, enquanto participa de coletiva de imprensa durante último dia de visita à Indonésia, em 24 de outubro de 2025. Na ocasião, ele fala sobre o que espera do encontro com Donald Trump.
Legenda: Os dois líderes mundiais devem se reunir na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur, capital da Malásia.
Foto: Ricardo Stuckert/PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar otimista para o provável encontro com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois devem se reunir no próximo domingo (26), em Kuala Lumpur, capital da Malásia, durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). 

No encerramento de visita à Indonésia, nesta sexta-feira (24), o chefe de Estado brasileiro revelou esperar que o encontro resulte em um bom entendimento para as duas nações.

"Estou convencido de que a gente pode avançar muito e voltar a uma relação civilizatória com os Estados Unidos, coisa que já temos há 201 anos", destacou. 

Nosso interesse é contribuir para que as coisas terminem da melhor forma possível: que ganhe o Brasil e que ganhe os Estados Unidos. Mas, sobretudo, que ganhe o povo brasileiro e o povo americano."
Lula
Presidente do Brasil

encontro entre os líderes vem sendo articulado há semanas, após eles conversarem por videochamada e se encontrarem brevemente durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Reunião deve tratar sobre tarifaço

Lula ressaltou que não haverá tema que não poderá ser debatido entre os dois políticos. "Podemos discutir de Gaza à Ucrânia, de Rússia a Venezuela, materiais críticos, minerais, terras raras. Qualquer assunto", listou.

E adiantou que defenderá o argumento de que as taxas de 50% impostas pelos EUA ao Brasil não têm motivação sustentável

"Tenho todo o interesse e disposição de mostrar que houve equívoco nas taxações. Quero provar com números. A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação. Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil", frisou.

O petista ainda destacou que a medida tarifária não teve efeitos negativos somente para o Brasil, mas também para os Estados Unidos, com a elevação dos preços de produtos como o café. 

"O presidente Trump sabe que o preço da carne lá está alto, que o cafezinho vai ficando caro, então penso que as pessoas vão descobrindo que nem todas as medidas que a gente toma repercutem do jeito que a gente queria".

Durante a videochamada entre os dois presidentes, realizada no início deste mês, Trump detalhou que os americanos estavam sentindo falta dos insumos brasileiros

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Lei Magnitsky e sanções contra autoridades

Lula ainda adiantou que pretende abordar questões relativas a sanções aplicadas a autoridades e ao Brasil por razões políticas, como a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

"A tese de que não temos direitos humanos no Brasil não tem veracidade. Quem comete crime no Brasil é julgado e quem for considerado culpado é punido. [...] Também quero discutir a punição dada a ministros brasileiros da Suprema Corte."

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