Após cassação de irmão do Safadão, pai do cantor é exonerado do cargo de secretário em Aracoiaba
Wellington Nonato da Silva exercia o cargo de secretário de Infraestrutura, Urbanismo e Meio Ambiente do município.
Após a cassação do então prefeito de Aracoiaba, Wellington Silva de Oliveira, conhecido como Edim (PP), o pai do cantor Wesley Safadão, o empresário Wellington Nonato da Silva, foi exonerado do cargo de secretário de Infraestrutura, Urbanismo e Meio Ambiente do município.
A decisão foi assinada pela prefeita de Aracoiaba, Selma Bezerra (PP). A exoneração não foi justificada no documento oficial da Prefeitura.
A saída do gestor ocorre 15 dias após a perda do mandato de Edim, que é filho do ex-secretário e irmão do cantor. O agora ex-prefeito teve o mandato extinto em 23 de fevereiro, após determinação da Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a Câmara Municipal cumprisse a decisão judicial, atendendo também a cobrança do Ministério Público Eleitoral (MPE).
Histórico familiar
A cassação ampliou o histórico de problemas com a Justiça Eleitoral envolvendo familiares do artista. A mãe de Edim e de Safadão, Maria Valmira Silva de Oliveira, foi vereadora de Aracoiaba entre 2009 e 2012 e vice-prefeita do município em duas ocasiões.
No segundo mandato como vice-prefeita, Dona Bill teve o diploma cassado logo após a eleição pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), por abuso de poder. Durante a disputa judicial, ela chegou a tomar posse e se manter no cargo por meio de recursos. Em dezembro de 2017, porém, decidiu renunciar.
Na época, Wellington Nonato da Silva, o pai do músico, era vereador no município e estava licenciado do mandato para exercer cargo na gestão municipal. Após a renúncia da esposa, ele também decidiu deixar o cargo no Legislativo.
Caso Edim
Já Edim teve o mandato cassado após condenação por estelionato. O político estava no primeiro mandato como prefeito de Aracoiaba. Ele foi eleito em 2024 com 50,69% dos votos válidos.
Em nota pública, Edim afirmou que o caso estava sendo tratado por sua defesa técnica e declarou respeitar a manifestação do Ministério Público. Ele alegava que o processo era anterior ao mandato e, portanto, não deveria comprometer o exercício do cargo — entendimento que não prevaleceu na Justiça Eleitoral.
No dia 27 de fevereiro, no entanto, o político conseguiu recuperar os direitos políticos após o arquivamento do processo.
Edim havia sido condenado a dois anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial aberto, além do pagamento de 15 dias-multa, em sentença proferida pela 18ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza.
A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana. Posteriormente, ambas foram convertidas em pagamento de multa, quitada integralmente em 11 de fevereiro de 2026.
A Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas da Comarca de Fortaleza declarou extinta a punibilidade do ex-gestor após considerar o cumprimento integral da pena.