Legislativo Judiciário Executivo

Governador do RJ, Cláudio Castro, deve renunciar ao mandato às vésperas de julgamento

Decisão ocorre na véspera da retomada do julgamento no TSE que pode deixar político inelegível.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto de Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro.
Legenda: Entrega do cargo seria uma tentativa de evitar a inelegibilidade.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), marcou para esta segunda-feira (23) a sua cerimônia de renúncia da chefia do Executivo fluminense.

Ao que publicou o jornal O Globo, o Palácio Guanabara começou a enviar, neste domingo (22), os convites para que aliados possam participar do evento, marcado para às 16h30 do dia seguinte.

A decisão ocorre na véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode torná-lo inelegível por oito anos.

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Cláudio Castro é acusado de abuso de poder político, econômico e conduta proibida a agentes públicos na campanha pela reeleição em 2024. 

O Ministério Público Eleitoral acusou o governador e o ex-vice-governador Thiago Pampolha — hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) — pela contratação de milhares de pessoas na época da eleição, pela Fundação Ceperj.

Manobra para driblar inelegibilidade

A renúncia ao Governo do Rio de Janeiro seria uma tentativa de evitar a inelegibilidade e viabilizar uma candidatura ao Senado Federal em outubro. 

Segundo apurou a coluna de Lauro Jardim, no mesmo jornal, ao deixar o cargo antes do julgamento que pode torná-lo inelegível, Castro pretende que a ação contra ele perca o objeto, uma vez que estará fora da função.

Quais os próximos passos?

Devido à ausência de vice-governador, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, assumirá interinamente a cadeira de governador. 

Pela legislação, Couto terá que convocar uma eleição indireta para que os deputados da Assembleia Legislativa escolham alguém para cumprir um mandato tampão até janeiro, quando acontece a posse do novo governador, a ser escolhido na eleição de outubro.

Dada a possibilidade da renúncia, Cláudio Castro exonerou 11 secretários do Rio de Janeiro para que possam concorrer nas eleições de 2026. A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado na sexta-feira (20).

Castro afirmou, por meio de nota, que as mudanças "fazem parte do calendário eleitoral e são naturais neste momento".

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