CPI da Covid aciona polícia legislativa para buscar suposto lobista da Precisa

O depoente não compareceu para prestar depoimento. Caso não seja encontrado, a comissão deve pedir a prisão preventiva dele

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia de Covid no Senado
Legenda: O início da reunião ocorreU sem a presença do convocado
Foto: Pedro França/Agência Senado

A CPI da Covid deveria ouvir, nesta quinta-feira (2), o advogado Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria, apontado como lobista da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a venda de vacinas Covaxin ao Ministério da Saúde. No entanto, a comissão não conseguiu contato com o depoente e decidiu acionar a Polícia Legislativa para que seja realizada a condução sob vara e, em caso de não o encontrar, pode pedir sua prisão preventiva. 

O início da reunião ocorre sem a presença do convocado. Segundo o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), os agentes de segurança do Senado já está no "encalço" de Faria para que ele seja conduzido à Casa e preste seu depoimento ainda nesta quinta.

O senador ainda informou que entrou em contato com a diretoria do hospital Sírio Libanês de São Paulo para confrontar a autenticidade do atestado médico oferecido ao empresário Marcos Tolentino, suposto integrante do esquema de favorecimento da Precisa na Saúde, que também já deveria ter sido ouvido pela CPI. 

Aziz colocou em xeque a autenticidade do atestado, assim como fez com a autenticidade do atestado oferecido à Marconny Faria nesta quarta-feira (1º) após o médico responsável pelo documento entrar em contato com a cúpula da CPI para informar que notou "simulação" por parte do paciente.

O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que, se Faria não for localizado para ser conduzido ao depoimento, será requisitada sua prisão preventiva. Conforme o senador, a CPI tem informações de que Marconny poderia estar tentando sair do País, e a medida seria uma maneira de impedir sua evasão.

Caso não consiga encontrar Marconny, a CPI deve ouvir o ex-secretário de saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo Filho, que já está presente no Senado e disposto a prestar depoimento à comissão.