Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, recomenda vacina da AstraZeneca a Bolsonaro

O presidente brasileiro, que ainda não tomou a vacina, se reuniu com líderes mundiais nos EUA nesta segunda (20)

Bolsonaro e Boris Johnson juntos em reunião em Nova York
Legenda: Dupla se reuniu em Nova York, e Johnson questionou se o presidente brasileiro já havia se vacinado
Foto: Alan Santos/PR

Em reunião em Nova York nesta segunda-feira (20) o primeiro-ministro britânico Boris Johnson recomendou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a vacina da AstraZeneca/Oxford contra a Covid-19. Conversa ocorreu durante encontro de líderes mundiais para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidades (ONU), que será nesta terça-feira (21).

 O chefe do Executivo brasileiro já declarou diversas vezes que não se vacinou, e reafirmou o fato quando questionado por Johnson. "É uma ótima vacina. Obrigado, pessoal. Tomem vacinas da AstraZeneca", disse Boris. 

"Ainda não [tomei]", respondeu Bolsonaro ao premiê britânico, que falava sobre os benefícios da AstraZenece e apontou para o presidente do Brasil questionando-o. As informações são do portal G1, com base em vídeo divulgado pela agência Reuters

Bolsonaro é único líder mundial, entre as maiores potências, que declaradamente ainda não se vacinou contra a Covid-19.

A vacina, produzida no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é de origem britânica. Para pontuar os benefícios do produto, Boris Johnson afirmou que já tomou, inclusive, as duas doses. 

Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU

Em meio a episódios que chamaram atenção logo na chegada a Nova Iorque na madrugada de domingo (19), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se prepara para, nesta terça-feira, falar na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU.

Logo na chegada aos Estados Unidos, a comitiva presidencial optou por entrar no hotel reservado para o grupo por meio de um acesso alternativo.  Na porta do local, havia um grupo de manifestantes contrários ao presidente, exibindo faixas, cartazes e gritando palavras de ordem.

A expectativa é de que o terceiro discurso do chefe do Executivo brasileiro mostre o avanço da vacinação no País, ainda que ele não tenha se vacinado, e adote uma postura amena diante dos demais chefes de Estado.

Temas como marco regulatório das terras indígenas e liberdade de expressão de grupos de direita em redes sociais também devem ser abordados.