Bolsonaro está com obstrução intestinal e será transferido para São Paulo

Em São Paulo, será avaliada a necessidade de uma cirurgia de emergência

Bolsonaro deitado em maca de hospital com aparato médico
Legenda: Obstrução intestinal de Bolsonaro foi constatada pro médico que o acompanha desde 2018
Foto: reprodução/Instagram

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está com uma obstrução intestinal e deve ser transferido para São Paulo. Na capital paulista, os médicos irão avaliar se será necessária uma cirurgia de emergência. As informações foram divulgadas, nesta quarta-feira (14), em nota oficial, pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. 

Conforme o portal G1, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, pontuou que o presidente chegou a ser sedado pela manhã, mas já acordou.

Ainda de acordo com a publicação, a constatação da obstrução intestinal do presidente foi feita pelo cirurgião gástrico Antonio Luiz Macedo. O profissional de saúde acompanha Bolsonaro desde o atentado a faca sofrido por ele nas eleições de 2018, quando ele ainda era candidato.

Bolsonaro fala de atentado

Em postagem no Instagram feita por volta das 16h, o presidente trata o assunto como "consequência da tentativa de assassinato" ocorrida nas eleições de 2018. 

Segundo ele, o ato ocorreu "para impedir a vitória de milhões de brasileiros que queriam mudanças para o Brasil" e foi um "atentado cruel" para ele e a democracia do País.

Na postagem, Bolsonaro também agradece o apoio e as orações. "É isso que nos motiva a seguir em frente e enfrentar tudo que for preciso para tirar o país de vez das garras da corrupção, da inversão de valores, do crime organizado, e para garantir e proteger a liberdade do nosso povo", escreveu.

Ele finaliza pedindo que Deus abençoe e siga iluminando a nação, enviando abraço ao público. Nos comentários, diversos políticos aliados, como os deputados federais Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis, o senador Luís Carlos Heinze e o deputado estadual do Ceará André Fernandes desejam melhoras.

Entrada em hospital

Nesta quarta, Bolsonaro deu entrada no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, para realizar exames. Ele estava se queixando de soluços persistentes e, por orientação da equipe médica, foi encaminhado para a unidade.

Posteriormente, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que ele deveria permanecer sendo observado por um período de 24h a 48 horas, não necessariamente no hospital. O texto indicou que o presidente passava "bem".

No entanto, conforme fontes relataram à CNN e ao G1, o chefe do Executivo federal teria reclamado, também, de dores abdominais. Em razão dos acontecimentos, uma reunião prevista para as 8h desta quarta foi cancelada.

O encontro seria uma reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19. O cancelamento foi comunicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em nota.

Dias de soluços

O presidente afirmou, na noite dessa terça (13), estar com crise de soluço há 11 dias. O assunto também foi pauta em entrevista do mandatário à rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, na última semana.

"Peço desculpa a todos que estão me ouvindo, porque eu estou com soluço já tem cinco dias. Eu fiz uma cirurgia para implante dentário no sábado [3 de julho], já aconteceu comigo no passado, talvez, em função dos remédios que eu estou tomando, eu estou 24 horas por dia com soluço".

O âncora da rádio chegou a aconselhar o gestor a levar um susto — medida popular para acabar com a crise. Bolsonaro, em resposta, teria dito não estar "assustado com nada que acontece no Governo".


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