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Após culpar Lula, Tarcísio defende diálogo para enfrentar tarifaço

Governador de São Paulo afirma que medida dos EUA pode gerar prejuízos bilionários e apoia atuação diplomática do governo federal para reverter decisão

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 23:03)
Foto do governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas
Legenda: Tarcísio de Freitas (Republicanos) expressou preocupação com a nova taxação e defendeu a atuação diplomática do governo federal
Foto: Shutterstock/Nancy Ayumi

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou um discurso mais alinhado ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar a nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após críticas iniciais à gestão federal, Tarcísio defendeu neste sábado (12) uma ação conjunta para enfrentar os impactos da medida.

Durante um evento em Cerquilho, no interior de São Paulo, o governador afirmou, em entrevista à TV TEM, que a situação exige “sinergia” entre os governos e destacou a importância da diplomacia brasileira nas negociações com os Estados Unidos.

"Acho que é um momento que demanda união de esforços, demanda sinergia, porque é algo complicado para o Brasil, é algo complicado para o segmento da nossa indústria, do nosso agronegócio. A gente precisa fazer uns dados agora para resolver, deixar a questão por este lado e tentar resolver essa questão", disse.

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A taxação, que deve entrar em vigor em 1º de agosto, pode afetar diretamente setores estratégicos da economia brasileira, como a aviação, a indústria e o agronegócio, com potencial de inviabilizar exportações.

Segundo Tarcísio, o governo de São Paulo está contribuindo com dados e análises para reforçar o posicionamento brasileiro nas negociações. "A gente procura mostrar o cenário da economia paulista, os números para fortalecer tomadas de decisão. Vamos ver se a gente consegue resolver isso no intuito de contribuir com a informação", afirmou.

O presidente Lula também se manifestou sobre o assunto nas redes sociais, afirmando que o Brasil é uma nação soberana e que “não aceitará ser tutelado por ninguém”. Até o momento, os dois presidentes não tiveram diálogo direto sobre o tema.

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