Além de Alexandre de Moraes, EUA devem revogar vistos de outros 7 ministros do STF
Medida também vale para os familiares dos magistrados
Além de Alexandre de Moraes, mais sete ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ter seus vistos revogados para entrar nos Estados Unidos. A medida, tomada pelo governo de Donald Trump, também vale para os familiares dos magistrados. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A decisão ocorre após a aplicação, pela Polícia Federal, de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por determinação de Moraes, ele deve usar tornozeleira eletrônica.
Os outros ministros afetados foram: Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes.
Da corte de 11 ministros, apenas André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques foram excluídos das sanções do governo americano.
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As revogações são mais um capítulo na escalada de Trump contra o STF. Na rede social Truth Social, o presidente americano afirmou que o julgamento de Bolsonaro na corte deveria "parar imediatamente".
Em diversas ocasiões, o político tem afirmado que o ex-presidente brasileiro é alvo de perseguição política e censura por parte dos ministros, especialmente de Moraes.
Ações ilícitas
Bolsonaro se tornou réu por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano contra patrimônio da União, sobretudo por participação na invasão do Congresso Nacional, em janeiro de 2023.
Na decisão que impôs ao ex-presidente, Alexandre Moraes afirma que as investigações apontam que Bolsonaro e o filho Eduardo estariam, de forma deliberada e ilícita, agindo para obter sanções estrangeiras contra agentes públicos brasileiros.
Para Moraes, isso tenta submeter o funcionamento do STF "ao crivo de um Estado estrangeiro, por meio de atos hostis e negociações criminosas", com o objetivo de coagir a Corte.