Legislativo Judiciário Executivo

Além de Alexandre de Moraes, EUA devem revogar vistos de outros 7 ministros do STF

Medida também vale para os familiares dos magistrados

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto oficial dos 11 ministros que compõem o STF. São 10 homens e uma mulher vestidos de toga preta. Cinco estão sentados e seis estão de pé
Legenda: Composição atual do STF
Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

Além de Alexandre de Moraes, mais sete ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ter seus vistos revogados para entrar nos Estados Unidos. A medida, tomada pelo governo de Donald Trump, também vale para os familiares dos magistrados. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A decisão ocorre após a aplicação, pela Polícia Federal, de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por determinação de Moraes, ele deve usar tornozeleira eletrônica.

Os outros ministros afetados foram: Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes.

Da corte de 11 ministros, apenas André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques foram excluídos das sanções do governo americano.

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As revogações são mais um capítulo na escalada de Trump contra o STF. Na rede social Truth Social, o presidente americano afirmou que o julgamento de Bolsonaro na corte deveria "parar imediatamente".

Em diversas ocasiões, o político tem afirmado que o ex-presidente brasileiro é alvo de perseguição política e censura por parte dos ministros, especialmente de Moraes.

Ações ilícitas

Bolsonaro se tornou réu por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano contra patrimônio da União, sobretudo por participação na invasão do Congresso Nacional, em janeiro de 2023.

Na decisão que impôs ao ex-presidente, Alexandre Moraes afirma que as investigações apontam que Bolsonaro e o filho Eduardo estariam, de forma deliberada e ilícita, agindo para obter sanções estrangeiras contra agentes públicos brasileiros.

Para Moraes, isso tenta submeter o funcionamento do STF "ao crivo de um Estado estrangeiro, por meio de atos hostis e negociações criminosas", com o objetivo de coagir a Corte.

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