Pós-graduação da Unifor prepara profissionais para atuar como cientista de dados

Considerada uma das profissões do futuro, demanda é crescente até 2025

Escrito por Agência de Conteúdo DN,

Negócios
Legenda: Transformar dados em negócios é um dos grandes desafios do cientista de dados.
Foto: shutterstock

Segundo o relatório 2020 do Fórum Econômico Mundial, a profissão de cientista de dados terá́ uma crescente demanda por profissionais até́ 2025, sendo considerada uma das profissões do futuro. Em 2021, a demanda por engenheiros, analistas e cientistas de dados cresceu 500%, com salários da ordem de R$ 20 a 30 mil.  

Antenada às novas demandas de mercado, a Universidade de Fortaleza (Unifor) integra ao seu Mestrado e Doutorado em Informática Aplicada uma nova e estratégica linha de pesquisa sobre Ciência de Dados e Inteligência Artificial. “Estudos já apontam que o papel de Analista e Cientista de Dados será o papel mais emergente e em crescimento desta década”, aposta Vládia Pinheiro, coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Informática Aplicada da Unifor. 

Para a coordenadora, por trás da alta demanda por cientistas de dados está o BigData. “Nunca houve tantos dados disponíveis e sendo gerados em velocidade tão alta. Isso cria esta grande demanda por pessoas qualificadas para extrair informações desses dados em velocidade próxima a sua velocidade de geração”, analisa. 

Transformar dados em negócios é um dos grandes desafios desse profissional, habilitado a atuar em diversos setores produtivos. “Existe a necessidade de entender a relação entre os dados e extrair conhecimento para subsidiar a tomada de decisões em todos os setores. Neste ponto reside, ao mesmo tempo, a beleza e o desafio da área de Ciência de Dados: todos os profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, com formação adequada, podem atuar como engenheiro, analista ou cientista de dados”, destaca Vládia. 

Entre as competências requisitadas para o cientista de dados estão as de comunicação, criatividade, pensamento analítico, intuição e autocrítica. “É necessário ter boa comunicação para interagir com profissionais das mais variadas áreas, tendo assim sucesso na compreensão dos problemas e desafios das grandes corporações que necessitam de análise de dados para avançar em seus negócios”, explica a professora. Como hard skills desejadas, ela destaca habilidades com estatística, raciocínio lógico e programação, especialmente em Python, a linguagem de programação mais popular para se trabalhar com Ciência de Dados.   

Pós-graduação 

O programa de Mestrado e Doutorado em Informática Aplicada da Unifor recebe interessados não apenas da Computação, mas também de diversas áreas, como Engenharia, Estatística, Contabilidade, Direito, Saúde etc. De acordo com a coordenadora, não há um perfil específico exigido para atuar na linha de pesquisa de Ciência de Dados, uma vez que o discente fará disciplinas que vão ajudá-lo a desenvolver competências a partir das que ele já possui.  

 A expertise dos pesquisadores da Unifor e a imersão dos alunos em projetos desenvolvidos no Parque Tecnológico Unifor (TEC Unifor) são o diferencial da nova linha de pesquisa.  “Para a formação nas soft skills, o mestrado possibilita que os alunos tenham a experiência de interagir com o mercado em problemas reais, dando a oportunidade deles desenvolverem projetos em Ciência de Dados aplicada. Desde o primeiro semestre o aluno é estimulado a uma imersão em projetos desenvolvidos no TEC Unifor”, afirma Vládia. Alguns projetos já apresentam resultados importantes nas áreas de mobilidade urbana, segurança pública, saúde e tributária.  

Conheça o Mestrado e Doutorado em Informática Aplicada

 

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