Empresas que produzem vacinas para a Covid-19 têm ações valorizadas; veja quais são

Farmacêuticas norte-americanas e chinesa tiveram alta nas ações superior a 200%

Legenda: Farmacêuticas que produzem vacinas contra a Covid-19 têm ações valorizadas
Foto: Mladen ANTONOV / AFP

Boa parte das empresas que estão desenvolvendo vacinas contra a novo coronavírus tiveram forte alta nas ações, de acordo com levantamente do site de investimentos Infomoney, da última sexta-feira (22). Após o anúncio de resultados positivos na última segunda-feira (18), a empresa estadunidense Moderna Therapeutics viu suas ações dispararem 29%, encerrando o pregão a US$ 80. 

No ano de 2020, a Morderna Therapeutics já teve valorização de 253%. A produção da vacina está na fase 1 dos clínicos e a farmacêutica anunciou que 45 pacientes apresentaram produção de anticorpos contra o Sars-CoV-2. 

A Inovio Pharmaceuticals, também norte-americana, teve valorização de 327% em 2020. É o maior crescimento entre as empresas que estão produzindo vacinas contra o novo coronavírus, segundo o Infomoney.

A farmacêutica chinesa CanSino Biologics, que já está na fase 2 dos testes clínicos, teve alta de 251% nas açaões. O produto conseguiu induzir a criação de anticorpos e se mostrou seguro, segundo a publicação da Revista "The Lancet".

No Reino Unido, uma vacina produzida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford está na primeira fase dos testes clínicos. A farmacêutica teve 18,3% de alta nas ações.

Desenvolvida pela empresa alemã BioNTech e em parceria com a estadunidense Pfizer, a vacina contra o novo coronavírus está em testes clínicos nas fases 1 e 2. Na reação do mercado, a BioNTech teve valorização de 55,7%, enquanto as ações da Pfizer caíram em 4,3%.

Outras duas empresas americanas que têm investimentos na produção de uma vacina contra a Covi-19 estão na etapa de testes pré-clínicos. São elas a farmacêutica Sorrento, que teve alta de 50% no mercado em 2020, e a empresa Johnson e Jonhson, que registrou desvalorização de 1%.

Excluído de uma iniciativa internacional que busca acelerar a produção de vacina, tratamentos e testes contra a Covid-19, o Brasil corre o risco de não estar entre os países priorizados durante a distribuição de uma futura vacina

Já são mais de 5.3 milhões de casoso do novo coronavírus no mundo, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins. Mais de 342 mil pessoas já morreram pela pandemia. O Ministério da Saúde divulgou novo balanço de casos da Covid-19 no último sábado (23) que mostra que o Brasil soma 22.013 mortes e 347.398 mil confirmações de infecção pelo novo coronavírus.