Caixa poderá rever taxas e ter novo modelo para crédito imobiliário

Indicações foram dadas pelo presidente do Banco, Pedro Guimarães, durante palestra do Lide Ceará. Segundo o executivo, objetivo é reforçar o caráter social e nacional da instituição, adaptado às realidades regionais

Legenda: Presidente da Caixa disse que o banco quer reforçar caráter social
Foto: Fabiane de Paula

A Caixa Econômica Federal quer se aproximar das camadas mais pobres da população brasileira, e para isso poderá rever taxas de acordo com as realidades regionais e focar no projeto de cartão de crédito consignado para ganhar competitividade no mercado. Além disso, o Banco deverá, no segundo semestre, anunciar uma mudança no modelo de indexação do crédito imobiliário, que estaria ligada à inflação nacional.

As projeções foram confirmadas por Pedro Guimarães, presidente da Caixa, durante participação do Lide Ceará, ontem (28), no hotel Gran Marquise, em Fortaleza.

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O presidente ainda afirmou que a intenção é reforçar o papel da instituição como banco popular para todas as regiões do País. "Essas viagens que estamos fazendo, que é o Caixa mais Brasil, vem nessa linha. Isso é o que permite irmos a fundo para conhecer a realidade de cada estado, não só das capitais, mas também do interior. Às vezes, os nossos produtos não estão balizados para as diferenças regionais. É muito diferente uma taxa de crédito em São Paulo ou Brasília do que no interior do Ceará", afirmou o gestor.

Revisões

Pedro Guimarães ainda garantiu que está trabalhando para reduzir "todas as taxas que forem possíveis". Parte desse processo passará também pelo foco no novo cartão de crédito consignado, que oferece os menores custos de crédito à população.

"O banco da população mais carente não tinha o cartão de crédito mais barato de todos e a gente lançou isso há um mês. Já temos 100 mil emissões e o plano é ter, no mínimo, um milhão neste ano" explicou .

Além da revisão das tarifas, que poderão ser anunciadas nos próximos meses, o presidente revelou que o Banco está estudando anunciar novos modelos para reduzir os custos do crédito imobiliário.

A Instituição poderá indexar os financiamentos à inflação nacional, mantendo a tarifa pós-fixada. A medida deixaria a taxa referencial (T.R.) de lado, mas não extinguiria a opção para os clientes.

Reforço

Sobre o mercado imobiliário, Guimarães destacou que uma das intenções é reforçar o papel de liderança neste setor, facilitando o acesso às camadas mais pobres da população. "Nós tivemos muito lucro no primeiro trimestre deste ano e agora precisamos pensar em devolver para a sociedade", concluiu.

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