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Rais 2014: Estado segue com a pior remuneração do País

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Redação producaodiario@svm.com.br

Fortaleza/Brasília. Assim como vem acontecendo ao longo dos últimos anos, em 2014 o trabalhador cearense voltou a amargar a pior remuneração média de todo o País, informou ontem a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com dados do levantamento, o salário médio no Estado, entre empregos celetistas e estatutários, foi de R$ 1.779,11 no ano passado - valor 2,5% superior aos R$ 1.735,61 registrados em 2013, que também foi o mais baixo entre as 27 Unidades da Federação.

Ainda conforme a Rais, as mulheres também seguem ganhando menos que os homens no Estado, posto que registraram um salário médio de R$ 1.677,19 em 2014, enquanto que os trabalhadores do sexo masculino ganhavam R$ 1.858,27 no mesmo período. "É uma situação preocupante, tendo em vista que, mesmo possuindo uma economia mais forte do que a de vários estados brasileiros, o Ceará continua remunerando mal", afirma o coordenador de Estudos e Análises de Mercado do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita.

Ainda segundo ele, as projeções para este ano também não são nada positivas para o trabalhador cearense, posto que, diante de um cenário de economia instável, muitos estão com receio de reivindicar aumentos salariais significativos. "Diversas classes estão cautelosas, pois temem demissões", informa.

Vagas aumentam

Apesar da remuneração não ter apresentado grandes avanços no Estado, a quantidade total de postos de trabalho avançou 3,78% no ano passado, aponta o MTE. Em números reais, o acréscimo foi de 56,5 mil vagas, culminando em um total de 1,552 milhão de trabalhadores em dezembro de 2014. Na comparação com outros estados, o Ceará registrou a quarta alta mais elevada do País, atrás de São Paulo, Santa Catarina e Bahia.

No Brasil, a situação não foi tão positiva, já que o País gerou 623.007 vagas formais de emprego em 2014, o pior resultado anual desde 1999. No geral, houve crescimento de 1,27% no estoque de trabalhadores em 2014, na comparação com o ano anterior. De acordo com o MTE, o resultado aponta uma perda de dinamismo na geração de vagas. Em 2013, o crescimento do estoque foi de 3,14%. O cenário em 2015, por sua vez, não demonstra que o saldo positivo do ano passado vai se repetir.

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