Alta de ATÉ 12,6%

Indústria e comércio do CE arrecadam mais ICMS

Os dois setores têm participação importante para o PIB do Ceará e também para a geração de empregos formais

Somente em maio, o comércio cearense arrecadou o total de R$ 319,1 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), conforme dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará
01:00 · 29.08.2018

Apesar da lenta recuperação da economia e dos impactos negativos gerados pela greve dos caminhoneiros no fim de maio, a arrecadação de ICMS no Ceará pelos setores do comércio e da indústria apresentou crescimento expressivo no quinto mês do ano, em comparação com igual mês do ano passado. No comércio, o avanço foi de 10,9%, somando R$ 319,1 milhões. Na indústria, a alta foi de 12,6%, com a arrecadação de R$ 83,7 milhões. Os dados são do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Por outro lado, de abril para maio, a arrecadação de ICMS pelo comércio caiu 7,7%. Já no acumulado do ano e no acumulado de 12 meses, ambos os setores, indústria e comércio, apresentaram crescimento na arrecadação do imposto. No setor do comércio, a alta foi de 11,0% no acumulado do ano e de 12,8% no de 12 meses, e na indústria, o acréscimo foi de 8,1% e de 5,8%, respectivamente.

Vendas

Após ficar estável em abril, o volume de vendas do comércio varejista no Estado apresentou queda de 0,1% em maio. Este foi o segundo resultado mensal negativo do ano, em janeiro houve retração de 0,3%, ante o mês anterior. Na comparação entre maio deste ano com maio do ano passado, no entanto, houve crescimento de 3,3% no volume de vendas, enquanto no acumulado do ano a alta foi de 3,6%, e no acumulado dos últimos 12 meses até maio, o crescimento foi de 1,9%, ante o mesmo período do ano anterior.

Com relação ao saldo de empregos no comércio, maio registrou uma diminuição de 213 vagas. Em 2018, apenas em março e abril foram criadas novas vagas, com 132 e 116 novos postos, respectivamente. Na passagem de abril para maio o estoque de empregos apresentou retração de 0,8%. No acumulado a queda foi de 1,32% e no acumulado dos últimos 12 meses houve alta de 1,37%.

Já o fluxo de inadimplentes no comércio cearense cadastrados no SPC apresentou alta de 1.778,5% na passagem de abril para maio. Na comparação entre maio deste ano e maio do ano passado, o fluxo aumentou 61,6%. No acumulado do ano, a alta foi de 555,4% e no acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo foi de 11,3%.

Vagas de trabalho

O setor da indústria de transformação encerrou os cinco primeiros meses do ano com a geração líquida de 4.074 empregos. Em maio, no entanto, o pior mês do ano, o saldo foi negativo em 228 postos de trabalho. O resultado positivo do ano se deve principalmente às vagas criadas em janeiro (4.252 novos postos).

Assim, no acumulado do ano o número de empregos líquidos gerados cresceu 1,80% na comparação com os cinco primeiros meses de 2017. Já na comparação entre maio de 2017 e maio de 2018, houve um acréscimo de 1,43% no número de postos de trabalho. Mas na passagem de abril para maio deste ano, houve retração de 1,0%. Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Ceará, o Ipece divulgou, até o momento, apenas os dados referentes ao primeiro trimestre, que desconsidera os impactos negativos da greve dos caminhoneiros. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB da indústria de transformação cresceu 3,34%, mas na comparação com o último trimestre de 2017, houve queda de 0,37%.

Apesar do resultados positivo no ano, com alta de 1,1%, e no acumulado de 12 meses (+3,0%), a produção física da indústria em maio apresentou queda de 9,7% na comparação com maio do ano passado e retração de 4,9% ante abril.

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