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Governo investe para desenvolver tecnologia 5G

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: O ministro André Figueiredo assinou ontem, no Ceará, a liberação de recursos para Plataforma Estrutura Aberta de Tecnologias para Internet das Coisas

Visando ao desenvolvimento da tecnologia 5G por pesquisadores brasileiros, a fim de que o País não seja apenas beneficiário de tecnologia importada de outras nações, o programa Brasil Inteligente, que será lançado no próximo dia 9, em Brasília, aplicará R$ 600 milhões para pesquisas em inovações tecnológicas, dentre elas, a 5G. Desse montante, 40% serão destinados a pequenas empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

"Temos absoluta convicção que o Ministério das Comunicações pode ajudar muito no processo. E o Ceará faz parte disso com o Instituto Atlântico, o Gtel (Grupo de Pesquisa em Telecomunicações sem Fio) e outras instituições que certamente serão agregadas a estas plataformas", afirmou, ontem, o ministro das Comunicações, André Figueiredo, durante assinatura do documento de liberação dos recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) para a Plataforma Estrutura Aberta de Tecnologias para Internet das Coisas (IoT), na Universidade Federal do Ceará (UFC).

"Teremos o eixo de inovação e empreendedorismo como um dos destaques. A 'Internet das Coisas', que está ligada ao 5G, onde o Brasil já atua, em conjunto com a União Europeia, estará cada vez mais presente no dia a dia do cidadão", explicou.

A plataforma IoT, pioneira no Brasil, receberá do Funttel investimentos de R$ 34,8 milhões, podendo, no decorrer do tempo, receber novos aportes, segundo o ministro. Ela tem por objetivo desenvolver tecnologias - agrupadas pelos termos Internet das Coisas e comunicação Máquina a Máquina (M2M) - destinadas a aplicações em Cidades Inteligentes, com foco em segurança pública, mobilidade urbana, saúde e educação, dentre outros segmentos. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) é o executor da ação e conta com a colaboração do Instituto Atlântico, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), e da Fundação de Apoio à Capacitação em Tecnologia da Informação (FACTI), além da UFC.

Inteligência local

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Inácio Arruda, destaca que o IoT é um projeto que vai ter como base a inteligência local. "Ela não mexe só com a comunicação, mas com toda atividade produtiva e de serviços que a gente possa imaginar nos dias de hoje. Temos uma responsabilidade grande e não fomos escolhidos a toa. Temos base para isso", destacou Arruda.

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