Veja o que se sabe sobre caso de criança que faleceu após tomar adrenalina no AM
Benício Xavier recebeu prescrição para doses de adrenalina na veia.
O caso do pequeno Benício Xavier, de 6 anos, que faleceu em Manaus após receber dose de adrenalina na veia, teve atualização na última sexta (28), quando a médica Juliana Brasil Santos reconheceu erro médico ao prescrever dosagem incorreta do medicamento.
A denúncia do caso foi feita na última terça-feira (25), mas o menino foi atendido entre o sábado (22) e a madrugada do domingo (23), dia em que faleceu. Os pais apontaram a dosagem incorreta.
Em novo depoimento, a médica e a técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva chegaram à delegacia cobrindo os rostos.
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O relatório do caso aponta que a médica alegou ter comentado com a mãe que a administração deveria ser feita por via oral e afirmou, além disso, ter se surpreendido com a equipe de enfermagem, que não teria questionado a prescrição.
Segundo outro relatório, o de atendimento da criança, Benício deu entrada no hospital com taquicardia, palidez cutânea e dificuldade para respirar, o que o documento apontou como "administração errônea de adrenalina na veia".
A Polícia Civil aponta que a médica é a principal suspeita pela prescrição, enquanto Riza foi quem aplicou a dose conforme prescrito pela profissional.
Conforme o delegado responsável pelo caso, a criança foi vítima de homicídio doloso e pediu pela prisão preventiva da médica. "Então, se ela não verificou essa prescrição em relação a uma criança de seis anos, gerando o resultado de morte, quem me diz que ela não vai fazer isso de novo em outro hospital?", disse o delegado Márcio Martins ao portal g1 de Manaus.
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) concedeu, ainda na noite de quinta-feira (27), um habeas corpus preventivo à médica, que não deve ser presa em meio à investigação da morte de Benício.
A polícia ainda aponta que as duas profissionais teriam se acusado durante os depoimentos. Elas devem passar por acareação. Enquanto isso, o advogado de Juliana Brasil apontou que a defesa deve contestar a atual hipótese da polícia.
Denúncia dos pais
Bruno Freitas, pai de Benício, afirmou que a criança chegou ao hospital com tosse seca, suspeita de laringite. Segundo ele, a médica prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, 3 ml a cada 30 minutos.
A família disse, também ao g1 de Manaus, que questionou a prescrição e que Benício apresentou piora súbita após a primeira aplicação.
Os pais relataram que Benício foi encaminhado para a sala vermelha diante do agravamento do quadro, enquanto a oxigenação caía para cerca de 75%.
A criança chegou a ser levada para a UTI, onde teve as primeiras paradas cardíacas após ser intubado. Benício faleceu às 2h55 do domingo.
O caso também está sendo investigado internamente pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente, que afirmou, em nota, que as duas profissionais foram afastadas das funções.