Polícia investiga motivação de técnico de enfermagem para matar três pacientes no DF

O suspeito Marcos Vinicius de Araújo já deu duas versões para as autoridades responsáveis pela investigação.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:08)
Da esquerda para a direita: homem branco de cabelo preto, usando terno azul e blusa branca; mulher parda de cabelo preto longo e vestido branco; mulher branco de cabelo liso longo e blusa de alça vermelha.
Legenda: Os crimes aconteceram em novembro e dezembro de 2025.
Foto: Reprodução.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ainda não sabe a verdadeira razão que incentivou o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo a matar três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Ele e outras duas profissionais foram presos neste mês de janeiro.

Em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, desse domingo (25), o delegado Wisllei Salomão explicou que o suspeito, quando interrogado, chegou a dar duas justificativas distintas para as autoridades. Entretanto, nenhuma das versões convenceu a Polícia.

Primeiramente, o motivo para a prática do crime seria pelo "hospital estar muito movimentado", conforme disse o delegado. Entretanto, "como essa justificativa não é plausível, ele deu uma segunda justificativa falando que estaria aliviando a dor dos pacientes".

As autoridades, todavia, acreditam que essas não sejam motivações plausíveis para cometer o crime.

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Para Wisllei, ainda é necessário aprofundar a investigação para chegar à real justificativa de Marcos e das outras duas técnicas, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa, apontadas como cúmplices, terem realizado tais transgressões.

Relembre o caso

Em 2025, nos meses de novembro e dezembro, três pacientes foram assassinados dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. As mortes ocorreram devido à aplicação irregular de medicamentos diretamente na veia dos pacientes.

Marcos, apontado como o principal participante do crime, injetava as doses e esperava que as vítimas tivessem paradas cardíacas. Em dois casos, elas teriam conseguido resistir às altas quantidades da substância controlada, o que levou o suspeito a aplicar desinfetante em suas veias.

Ele teria se passado, também, por médico do hospital, buscando conseguir acesso ao sistema de prescrição de medicamentos. Depois, ia buscá-los na farmácia, preparava-os e os escondia no jaleco para, posteriormente, utilizá-los nas vítimas.

Os suspeitos foram presos nos dias 11 e 15 de janeiro.

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