Mãe nega ter ocultado provas em investigação do caso Orelha

A polícia analisou cerca de mil horas de gravações e ouviu 24 testemunhas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:12)
cão orelha.
Legenda: Quatro adolescentes são investigados pela agressão ao cão Orelha, em Praia Brava, Florianópolis.
Foto: Reprodução

A mãe do adolescente de 15 anos apontado pela Polícia Civil como responsável pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, afirmou que não tentou ocultar provas durante a investigação. O caso ocorreu no sábado (4) de janeiro e foi encaminhado ao Ministério Público, que analisa o relatório do inquérito.

Segundo a Polícia Civil, o adolescente teria agredido o animal durante a madrugada. A suspeita de ocultação de provas surgiu após uma abordagem no aeroporto, cerca de 25 dias depois do fato, quando o jovem retornava de uma viagem aos Estados Unidos. Conforme os investigadores, familiares teriam tentado esconder um boné e um moletom usados pelo adolescente no dia da agressão.

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Em entrevista ao programa "Fantástico", a mãe negou a versão. Ela afirmou que entregou o boné solicitado e que o filho viajava com o moletom, dizendo que não houve recusa nem tentativa de esconder objetos e que a família não sabia quais provas eram procuradas.
A pedido da polícia, a Justiça determinou a entrega do passaporte do menor.

Investigação

Conforme a apuração, o ataque ao cachorro ocorreu entre 5h25 e 5h58 do sábado (4). Imagens de câmeras e dados de localização de celular indicam que o adolescente saiu de um condomínio em direção à praia nesse intervalo. A polícia analisou cerca de mil horas de gravações e ouviu 24 testemunhas.

Três outros adolescentes que chegaram a ser investigados foram descartados por não estarem no local no horário estimado. Orelha foi encontrado ferido no dia seguinte, com lesões na cabeça, levado a atendimento veterinário e morreu pouco depois.

Um laudo indireto, baseado no atendimento, apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça por objeto contundente. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), e a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente.