Empresário que matou gari em BH está 'profundamente arrependido', diz defesa
Renê da Silva Nogueira atirou em gari e foi preso horas depois, em academia de luxo
O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que confessou ter assassinado um gari a tiros em Belo Horizonte, disse que está 'profundamente arrependido' do crime.
O novo advogado do empresário, Dracon Luiz Cavalcante Lima, informou ao portal Metrópoles que Renê tem demonstrado estar abalado.
Segundo o criminalista, o empresário passa os dias 'em choro constante'. Na última segunda-feira (18), três advogados que representavam Renê largaram o caso.
A nova defesa assumiu após Renê confessar o crime. Ele foi preso em 11 de agosto, horas após atirar no gari Laudenir Fernandes, de 44 anos.
A vítima estava em serviço no momento do crime. Segundo a Polícia, o empresário atirou em Laudemir após discutir com a motorista do caminhão de lixo.
Ele exigiu que fosse liberado espaço na rua para que ele pudesse passar com seu carro, um veículo elétrico do modelo BYD.
EMPRESÁRIO USOU ARMA DA ESPOSA, DELEGADA DA POLÍCIA CIVIL
A arma utilizada no crime pertencia à esposa de Renê, a delegada Ana Paula Balbino.
Após discutir com o motorista do caminhão de lixo, o empresário desceu armado do carro e disparou contra Laudemir. O gari foi socorrido, mas faleceu no hospital.
Renê foi preso horas depois, em uma academia de luxo. Ele chegou a negar a autoria do crime, mas assumiu a culpa em novo depoimento.
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O empresário afirma que a esposa não teve envolvimento no delito. Ana Paula Lamego, delegada da Polícia Civil, é atualmente lotada na Casa da Mulher Mineira.
A delegada foi ouvida pela Corregedoria e se tornou alvo de investigação. Ela não estava no veículo no momento da discussão com o gari.
BRIGA NO TRÂNSITO
No momento do crime, Renê primeiramente ameaçou a motorista do caminhão de lixo, identificada como Eledias Aparecida Rodrigues, ao exigir que ela retirasse o veículo da via para que ele passasse com o carro.
Segundo relato da testemunha, Renê demonstrou pressa e chegou a afirmar que "daria um tiro" no rosto da mulher. Após a ameaça, ele teria descido do carro e mirado nos garis que tentavam pedir calma diante da situação.
Eledias explicou ter visto todo o crime por meio do retrovisor do caminhão. "Ele vai atirar, ele está armado", contou ela sobre o que teria dito antes do disparo que atingiu Laudemir.
"Ele se irritou porque o trânsito ficou agarrado e não poderia passar no momento que ele queria, porque o carro dele é um carro grande. Os carros populares menores passaram e ele teve que esperar", disse a motorista.