Daniel Vorcaro é transferido para sede da PF em Brasília e negocia delação premiada

Ele deverá permanecer em uma sala da PF utilizada anteriormente para custodiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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(Atualizado às 07:56)
Vorcaro foi preso no dia 4 deste mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Legenda: Vorcaro foi preso no dia 4 deste mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido na noite de quinta-feira (19) da Penitenciária Federal em Brasília para a superintendência da Polícia Federal (PF), também na capital federal. A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações que apuram fraudes envolvendo a instituição financeira.

A transferência ocorre em meio às negociações para um acordo de delação premiada. Com o novo local de custódia, investigadores passam a ter acesso direto ao banqueiro e a seus advogados, sem as restrições impostas pelo sistema de segurança máxima da penitenciária federal.

Veja também

Vorcaro deverá permanecer em uma sala da PF utilizada anteriormente para custodiar o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de sua transferência para o Presídio da Papuda.

Negociação sob sigilo

As tratativas para a delação seguem sob sigilo. O banqueiro assinou um compromisso de confidencialidade com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na semana anterior, após o STF formar maioria para manter sua prisão, ele trocou de defesa e passou a considerar a possibilidade de colaborar com as investigações, incluindo a citação de políticos e magistrados com quem manteve relações nos últimos anos.

Investigação e prisão

Vorcaro foi preso no dia 4 deste mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF.

A investigação apura fraudes financeiras no Banco Master e uma tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

O ministro André Mendonça autorizou a prisão após pedido da PF, baseado em novos elementos que indicam que o banqueiro teria dado ordens diretas a outros investigados para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de ter tido acesso antecipado a informações sigilosas da apuração.