A Agência Nacional de Mineração (ANM) identificou, nesta quinta-feira (24), condições de estabilidade marginal na estrutura da Barragem B1-A, localizada na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais.
Em decorrência disso, o nível de emergência da estrutura passou de Nível 1 para Nível 2, “como medida preventiva, visando resguardar a vida das pessoas que ocupam a Zona de Autossalvamento - ZAS”, de acordo com a Agência.
Apesar da elevação do nível, a entidade informou ainda que não foram registradas anomalias que indiquem risco iminente de rompimento.
“A decisão foi tomada durante o período de estiagem, o que reduz os riscos hidrológicos. A medida visa garantir que, a evacuação da população ocorra de forma segura e organizada”, informou ainda a ANM.
Após articulação prévia com o Ministério Público Federal e do Estado de Minas Gerais, Defesa Civil, Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM e Prefeitura, a decisão foi tomada, de acrodo com a Agência.
“A ANM também acionou o Acordo de Cooperação Técnica com Defesa Civil de Minas Gerais e realizou sobrevoo conjunto na área da barragem e da ZAS”, imfomoiu ainda a ANM.
Rompimento em Brumadinho
O rompimento da barragem Mina Córrego Feijão, da Vale, ocorreu em janeiro de 2019. Das 270 vítimas, 267 foram identificadas. Três seguem sem identificação seis anos depois da tragédia.
Além das perdas humanas, o rompimento também causou prejuízos ambientais, sociais e econômicos.
Foram despejados 12 milhões de metros cúbicos de rejeito em instalações da mineradora, em comunidades e no Rio Paraopeba.
A vegetação, a fauna e outros rios foram atingidos por centenas de quilômetros. Segundo o governo de Minas Gerais, o impacto foi sentido em mais de 20 municípios mineiros.