Atirador do Cefet não aceitava chefia de mulheres e teve problemas de convivência

João Antônio Miranda Gonçalves estava afastado há 60 dias e atirou contra duas colegas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 15:18)
Montagem de fotos de Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro, vítimas de tiroteio no Cefet do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Legenda: Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro foram mortas por colega no Cefet do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

O autor do tiroteio que ocorreu no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maracanã, no Rio de Janeiro, nessa sexta-feira (28), teria sido afastado por não aceitar ser chefiado por mulheres.

João Antônio Miranda Tello Gonçalves atirou e matou duas colegas de instituição e depois tirou a própria vida.

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As mulheres são Allane de Souza Pedrotti Matos, diretora da Divisão de Acompanhamento, e Layse Costa Pinheiro, psicóloga da instituição.

Ele estava afastado da instituição há 60 dias por problemas psicológicos. João se recusava a aceitar a chefia de mulheres, e essa seria a origem de conflitos que levaram ao crime.

A possível motivação foi revelada pela coluna Na Mira, do portal Metrópoles.

PROBLEMAS DE CONVIVÊNCIA

A diretora Allane de Souza, de 41 anos, era uma das chefes que João Antônio não aceitava. Devido aos atritos, ele foi transferido para outra unidade.

O funcionário tentou reverter a mudança de unidade com auxílio do Ministério Público Federal (MPF), mas não conseguiu. Já na nova unidade, ele voltou a apresentar problemas de convivência.

João Antônio passou 60 dias afastado e retornou ao Cefet com um laudo psiquiátrico que o atestava apto para retomar as atividades.

Na sexta-feira, o funcionário abriu fogo no setor de pedagogia, atingindo as duas mulheres. As vítimas foram socorridas, mas não resistiram.

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