Atirador do Cefet não aceitava chefia de mulheres e teve problemas de convivência
João Antônio Miranda Gonçalves estava afastado há 60 dias e atirou contra duas colegas.
O autor do tiroteio que ocorreu no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Maracanã, no Rio de Janeiro, nessa sexta-feira (28), teria sido afastado por não aceitar ser chefiado por mulheres.
João Antônio Miranda Tello Gonçalves atirou e matou duas colegas de instituição e depois tirou a própria vida.
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As mulheres são Allane de Souza Pedrotti Matos, diretora da Divisão de Acompanhamento, e Layse Costa Pinheiro, psicóloga da instituição.
Ele estava afastado da instituição há 60 dias por problemas psicológicos. João se recusava a aceitar a chefia de mulheres, e essa seria a origem de conflitos que levaram ao crime.
A possível motivação foi revelada pela coluna Na Mira, do portal Metrópoles.
PROBLEMAS DE CONVIVÊNCIA
A diretora Allane de Souza, de 41 anos, era uma das chefes que João Antônio não aceitava. Devido aos atritos, ele foi transferido para outra unidade.
O funcionário tentou reverter a mudança de unidade com auxílio do Ministério Público Federal (MPF), mas não conseguiu. Já na nova unidade, ele voltou a apresentar problemas de convivência.
João Antônio passou 60 dias afastado e retornou ao Cefet com um laudo psiquiátrico que o atestava apto para retomar as atividades.
Na sexta-feira, o funcionário abriu fogo no setor de pedagogia, atingindo as duas mulheres. As vítimas foram socorridas, mas não resistiram.