Assassino confesso de gari em BH nega tiro, mas admite 'incidente'

Renê Nogueira Júnior concedeu primeira entrevista sobre o caso após prisão.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:23)
Renê Júnior em vídeo durante depoimento à polícia, com cabelos grisalhos e camisa laranja.
Legenda: Renê Júnior é acusado de atirar e matar o gari Laudemir de Souza Fernandes.
Foto: Reprodução.

O empresário Renê Nogueira Júnior, preso após ter sido acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes no último dia 11 de agosto, concedeu entrevista à TV Record para falar sobre o caso. Ele negou ter atirado contra a equipe de coleta no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, mas admitiu um "incidente".

Em depoimentos sobre o caso, colegas de Laudemir que estiveram no momento do ocorrido apontaram que o empresário sacou uma arma e disparou após ter reclamado por não conseguia passar com o carro na via, local onde a equipe passava com o caminhão de lixo.

Durante a entrevista com Roberto Cabrini, entretanto, Renê não deu detalhes sobre o ocorrido. "Passei por esse local. Admito que estava armado. O incidente pode ter acontecido. Até onde posso dizer por conta do processo, posso admitir que ocorreu um incidente", disse. 

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As primeiras audiências sobre o caso foram realizadas na semana passada pela Justiça, que ainda decidirá se Renê será julgado no Tribunal do Júri. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, ameaça e fraude processual.

Sem pedido de desculpas

O acusado também se negou a pedir desculpas para a família de Laudemir. "Não posso pedir desculpa porque eu não atirei. Eu estaria confessando uma culpa de uma coisa da qual eu não sou culpado", disse ao classificar a prisão como "ilegal".

Renê ainda chegou a rir durante a entrevista, de forma irônica, quando questionado se teria proferido ameaças contra a motorista do caminhão de lixo antes da morte de Laudemir.

Cabrini o questionou se o fato era "engraçado". "Não, não. É que eu estou com sede", disse. Ele também rebateu críticas por ter passeado com os cachorros e ido à academia após o ocorrido. 

Sobre a esposa, a delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Ana Paula Balbino, Renê confessou ter pegado a arma dela, mas lamentou não ter recebido visitas da mulher desde a prisão. 

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