Trump diz que 'concebeu marco' de futuro acordo sobre Groenlândia com a Otan

Presidente retirou as ameaças de impor novas tarifas para vários países europeus.

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Diário do Nordeste/AFP producaodiario@svm.com.br
Colagem mostra imagem icebergs flutuam na água ao largo de Nuuk, Groenlândia, em 7 de março de 2025, ao lado de imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Legenda: População groenlandesa demonstrou, em pesquisa, ampla rejeição a uma hipotética compra por parte de Washington.
Foto: ODD ANDERSEN/AFP E SHUTTERSTOCK.

O presidente Donald Trump afirmou ter concebido "o marco de um futuro acordo sobre a Groenlândia", em uma reunião nesta quarta-feira (21) com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Davos, na Suíça.

Além disso, Trump retirou as ameaças de impor novas tarifas para vários países europeus.

"Com base neste entendimento, não vou impor as tarifas que deveriam entrar em vigor em 1º de fevereiro", escreveu o presidente norte-americano em sua plataforma, sem dar mais detalhes sobre o "marco" do futuro acordo.

Trump argumenta que a Groenlândia é "vital" para a segurança dos Estados Unidos e da Otan frente à Rússia e à China, à medida que o gelo do Ártico derrete e as superpotências competem por uma vantagem estratégica nesta região.

As negociações entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos continuarão para tentar garantir que Rússia e China não consigam se estabelecer econômica ou militarmente na ilha do Ártico, disse a porta-voz Allison Hart em comunicado.

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Tarifas

Na última semana, Donald Trump ameaçou impor novas tarifas de até 25% a oito países europeus por apoiarem a Dinamarca e enviarem uma missão militar de exploração à Groenlândia.

Todos são membros da Otan, entre eles Reino Unido, Alemanha e França, as principais economias do continente.

Sobre o assunto, Trump afirmou que há "discussões adicionais em curso sobre o Domo de Ouro em relação à Groenlândia".

Pela primeira vez, Trump descartou usar a força para tomar a Groenlândia, mas exigiu "negociações imediatas" para sua aquisição, reiterando que só os Estados Unidos podem proteger a ilha do Ártico.

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