Presidente do México lança plano para denunciar abusadores

Medida também busca sancionar 'abuso sexual' em todo o país.

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Imagem da presidente do México Claudia Sheinbaum para matéria sobre abuso sexual.
Legenda: A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi vítima de assédio na última terça-feira (4).
Foto: AFP/Carl de Souza.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, apresentou um plano para impulsionar as denúncias contra abusadores e sancionar o "abuso sexual". A medida foi divulgada nesta quinta-feira (6), dois dias após a política ser vítima de assédio enquanto cumprimentava apoiadores nas ruas do centro da Capital.

Na última terça-feira (4), um homem se aproximou de Claudia e tentou beijá-la à força durante o evento público. Ela realizava uma caminhava do Palácio Nacional para o Ministério da Educação Pública (SEP). A presidente apresentou uma denúncia por assédio sexual contra seu agressor.

Durante coletiva de imprensa para anunciar o plano, Sheinbaum afirmou que "45% das mulheres já sofreram um abuso no México". Ele complementou: "Que isso que aconteceu sirva para que as mulheres realmente não se sintam sozinhas em uma situação de assédio, de abuso (...) e para isso deve haver instituições e um governo que as apoiem".

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Revisão das legislações

Em 2025, mais de  25 mil denúncias de assédio sexual já foram formalizadas no país. Com a medida, Sheinbaum ordenou a revisão das legislações dos 32 estados mexicanos para garantir que estas condutas sejam perseguidas pela via penal.

"Que a mulher tenha um espaço de denúncia ágil, que seja expedito e que permita que realmente se faça justiça".
Claudia Sheinbaum
Presidente do México

A titular da Secretaria da Mulher, Citlalli Hernández, informou que 19 dos 32 estados contemplam estes delitos em seus códigos penais, embora na maioria dos casos as sanções sejam pouco precisas, razão pela qual se buscará impulsionar e homologar as leis nacionalmente.

Devido ao assédio sexual constante em espaços públicos mexicanos, as autoridades criaram espaços exclusivos permanentes para mulheres no transporte público, sobretudo na capital, na última década. 

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