Greta Thunberg embarca, ao lado de brasileiro, rumo à Gaza para protestos contra Israel
Grupo de 12 ativistas quer atrair atenção para o bloqueio de suprimentos na Faixa da Gaza
A ambientalista Greta Thunberg e outros 11 ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila, partiram em um navio para Gaza em uma missão com o objetivo de "quebrar o cerco de Israel".
O veleiro Madleen - operado pelo grupo ativista Freedom Flotilla Coalition - partiu do porto siciliano de Catânia, no sul da Itália, no último domingo (1º). Ele tentará chegar à costa da Faixa de Gaza em um esforço para levar ajuda e aumentar a "conscientização internacional" sobre a crise humanitária em curso, disseram os ativistas em coletiva de imprensa, antes da partida. Se não forem impedidos, os ativistas esperam levar sete dias para chegar ao destino.
"Estamos fazendo isso porque, não importa as adversidades que enfrentemos, temos de continuar tentando. No momento em que paramos de tentar é quando perdemos nossa humanidade", disse Greta, de 22 anos, que falou em "genocídio" por parte do governo.
O mesmo comentário foi feito no domingo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que condenou o plano de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Israel rejeitou veementemente as acusações de genocídio contra si como uma "calúnia de sangue" antissemita. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) também classificou como antissemita a fala de Lula.
Bloqueio a Gaza
Em maio, Israel flexibilizou ligeiramente seu bloqueio a Gaza após quase três meses, permitindo a entrada de quantidade limitada de ajuda humanitária no território.
A ONU e grandes grupos de ajuda humanitária afirmam que as restrições israelenses, o colapso da lei e da ordem e os saques generalizados tornam extremamente difícil entregar ajuda aos cerca de 2 milhões de palestinos em Gaza.
Entre aqueles que se juntaram à tripulação do Madleen estão um ator de "Game of Thrones", Liam Cunningham, e Rima Hassan, uma francesa membro do Parlamento Europeu que é descendente de palestinos. Ela foi impedida de entrar em Israel devido à sua oposição ativa ao governo israelense.
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Navio atacado
Greta deveria embarcar em um navio anterior da Freedom Flotilla, no mês passado. No entanto, essa tentativa fracassou depois que outro navio do grupo, o Conscience, foi atacado por dois supostos drones enquanto navegava em águas internacionais ao largo da costa de Malta.
O grupo culpou Israel pelo ataque, que danificou a parte dianteira do navio, no mais recente confronto sobre os esforços para enviar ajuda ao território palestino.
O governo israelense afirma que o bloqueio é uma tentativa de pressionar o Hamas a libertar os reféns que capturou no ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito. Militantes liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel naquele dia, matando cerca de 1,2 mil pessoas, a maioria civis, e sequestrando 251. O Hamas ainda mantém 58 reféns, 23 dos quais se acredita estarem vivos.