Coroa da imperatriz Eugênia, roubada do Louvre, tem mais de 1,3 mil diamantes e 56 esmeraldas

A peça foi encontrada com avarias em uma rua próximo ao museu

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 19:39)
Coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, é decorada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas e foi roubado do Museu do Louvre, mas encontrada em uma rua próximo ao local.
Legenda: A coroa da imperatriz Eugênia foi encontrada perto do Louvre horas após o roubo e o estado da joia está sendo avaliado, segundo o Ministério da Cultura francês.
Foto: STEPHANE DE SAKUTIN / AFP

Uma das peças mais icônicas em exibição na Galeria de Apolo, no Museu do Louvre, em Paris, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, é decorada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. Roubada do museu parisiense neste domingo (19), a joia foi criada por Alexandre-Gabriel Lemonnier em 1855, encomendada à época da Grande Exposição Universal, realizada na capital francesa. 

Ao todo, oito joias "de valor patrimonial inestimável" foram roubadas do Louvre durante o assalto deste domingo, segundo comunicado do Ministério da Cultura francês. Um "nono objeto" — no caso, a coroa da imperatriz — foi abandonado pelos ladrões durante a fuga e o estado da joia está "sendo examinado".

O crime ocorreu por volta das 9h30 (4h30 no horário de Brasília) e envolveu entre três e quatro ladrões, segundo o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez.

A galeria assaltada, segundo a agência de notícias AFP, abriga a coleção real de pedras preciosas e os diamantes da coroa do monarca francês Luís XIV, conhecido como o Rei-Sol.

Entre as peças roubadas estão a tiara da imperatriz Eugenia, que tem cerca de 2.000 diamantes e o colar do conjunto de zafiras da rainha Maria Amélia e da rainha Hortênsia, composto por oito zafiras e 631 diamantes.

Entenda o roubo ao Louvre

À emissora BFM TV, a procuradora de Paris, Laure Beccuau, informou que as buscas estão concentradas em um grupo de quatro pessoas que, segundo as autoridades, utilizaram motosserras pequenas. O crime durou sete minutos e não deixou feridos.

Segundo a magistrada, os ladrões estavam encapuzados e fugiram em motocicletas. Ela ainda apontou a possível existência de "comandos" e "peões" na organização criminosa.

Segundo uma fonte da polícia francesa, eles teriam quebrado janelas para chegar ao espaço. À imprensa, Nuñez explicou que o grupo usou um "braço articulado" que estava em um caminhão para entrar no museu e ter acesso à Galeria de Apolo.

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O Ministério da Cultura indicou que os alarmes foram acionados no momento do roubo, mas a APF aponta que, segundo a procuradora de Paris, ainda faltava determinar se os alarmes soaram na sala do roubo.

Ainda segundo o ministério, cinco agentes do museu que estavam na galeria e em locais próximos "intervieram de imediato" para avisar sobre o assalto às autoridades de segurança.

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