Anvisa aprova Wegovy para o tratamento de gordura no fígado

A semaglutida é o princípio ativo do Wegovy, assim como no caso do Ozempic.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 19:07)
Caneta emagrecedora. Imagem usada em matéria onde Anvisa aprova o medicamento Wegovy para tratamento de gordura no fígado.
Legenda: Wegovy foi adicionado pela OMS em lista de medicamentos essenciais contra obesidade e diabetes.
Foto: Artmim/Shutterstock.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (15), o uso de Wegovy para tratar para tratar gordura no fígado com inflamação (esteatohepatite associada à disfunção metabólica).

A ampliação do uso é apenas para adultos com fibrose avançada a moderada, sem cirrose hepática.

A semaglutida é o princípio ativo do Wegovy, assim como no caso do Ozempic, ambos da farmacêutica Novo Nordisk. Os dois, assim como o Mounjaro, podem ser utilizados em tratamentos contra diabetes e obesidade.

"A aprovação de hoje é um marco no tratamento da gordura no fígado no Brasil, uma doença silenciosa e grave, diretamente ligada à epidemia de obesidade", afirma Priscilla Mattar, endocrinologista e vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil. 

Segundo a gestora, até agora, os pacientes tinham poucas opções para frear a progressão da doença, que pode levar à cirrose e à necessidade de um transplante de fígado. 

“Ter uma terapia que demonstrou não apenas reverter a inflamação em mais de 60% dos pacientes, mas também melhorar a fibrose hepática, é um avanço que pode mudar o curso da doença", completou ela, no comunicado compartilhado pelo jornal O Globo.

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MEDICAMENTO PARA OBESIDADE

No início de setembro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionou a semaglutida, o dulaglutida e a liraglutida, além da tirzepatida, presentes no Wegovy, à lista de medicamentos essenciais como recomendação.

Com atualização a cada dois anos, a lista da OMS cita medicamentos importantes no combate a doenças em todo o mundo.

Além da recomendação, a organização apontou que versões genéricas, mais baratas, para populações de países em desenvolvimento, também serão importantes.