Pacientes diagnosticados na fase inicial do Alzheimer ganharam uma nova opção de tratamento para retardar o declínio cognitivo da doença no Brasil, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o medicamento Leqembi.
Produzida com o anticorpo lecanemabe, a substância é uma solução que age reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora do Alzheimer.
A liberação do novo medicamento foi publicada no Diário Oficial da União (Dou) em 22 de dezembro de 2025.
Melhora da qualidade de vida
Segundo a Anvisa, o Leqembi teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 paciente em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o medicamento ou placebo.
Na pesquisa, a avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, que testa a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes e inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo.
Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo. "A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses", apontou a agência.