Tutora denuncia estupro e morte de cadela após ter casa invadida em Maracanaú
Crime ocorreu durante a segunda-feira (16) de Carnaval.
A tutora de uma cadela denunciou um crime de maus-tratos após ter tido a casa invadida na segunda-feira (16) de Carnaval, em um condomínio no bairro Conjunto Industrial, no município de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Segundo relato da turora divulgado nas redes sociais, a cachorra foi estuprada e morta na residência da família.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga as circunstâncias do crime ambiental, registrado na última terça-feira (17).
Um Boletim de Ocorrência (B.O.) foi aberto sobre o caso. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi acionada e realizou exames pericias no local.
"A 2ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú está a cargo das investigações para elucidar o caso e identificar os autores e a motivação do crime", diz a nota.
Cadela Rapunzel foi encontrada ainda com vida
Em vídeo publicado no Instagram, a moradora conta que estava trabalhando no momento do crime e só soube do ocorrido na terça (17), quando o pai dela foi ao apartamento colocar comida para a cachorra, chamada Rapunzel.
Ele se deparou com o cenário de violência e encontrou o animal já em estado grave.
Assista ao vídeo
"Foi dentro do meu apartamento, abriram a porta, estupraram ela. Meu apartamento está em estado de guerra. Tem sangue espalhado por todo lado, as imagens são horríveis. E saíram do apartamento e deixaram ela lá. Ela só foi encontrada no outro dia”, disse a mulher.
Ainda de acordo com o relato, a cadela foi socorrida e encaminhada a um hospital veterinário. Rapunzel resistiu até a manhã de quarta-feira (18), mas morreu por volta das 13h daquele dia na unidade de saúde.
"Eu sei que nada vai trazer a vida da Rapunzel de volta e nada vai pagar a atrocidade que fizeram com ela. Estou em estado de choque. A gente acha que nunca vai acontecer com a gente. [...] Fizeram isso com ela dentro do meu apartamento, no condomínio onde eu moro, eu achava que era um condomínio tranquilo e seguro. A gente na espera isso de um condomínio fechado”, lamentou a mulher.
Polícia Civil investiga o caso
A tutora afirmou ter registrado um boletim de ocorrência (BO) sobre o caso. Segundo ela, peritos da Polícia Civil compareceram ao local, coletaram material para exame de DNA e impressões digitais.
"Já fiz BO, a Polícia Civil já veio até a minha casa, trouxeram perícia, pegaram dados, coletaram impressões digitais. Já foi feito tudo o que a gente poderia fazer", desabafou a moradora.
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Pena de maus-tratos a animais
Conforme o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é aplicável pena com detenção de três meses a um ano, e multa.
Quando se tratar de cão ou gato, a pena será de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da guarda.
Além disso, a pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal, ainda segundo a legislação brasileira.
Como denunciar
A SSPDS orienta que a população contribua com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais.
As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.
As denúncias também podem ser encaminhadas para o telefone (85) 3101-7344, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú. O sigilo e o anonimato são garantidos