Vereador do Crato preso por descumprir medida protetiva é solto em audiência de custódia

Thiago Gomes tem antecedentes criminais e é acusado de agredir ex-companheira.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto do vereador do Crato Francisco Thiago Gomes de Oliveira.
Legenda: O vereador foi preso na tarde desta terça-feira (10).
Foto: Reprodução/Instagram.

O vereador Francisco Thiago Gomes de Oliveira (União Brasil), do Crato, preso na tarde desta terça-feira (10) por descumprir medidas protetivas, foi solto nesta quarta-feira (11), após audiência de custódia.

“Francisco Thiago Gomes de Oliveira passou por audiência de custódia, nesta quarta-feira (11/03), e teve a liberdade provisória concedida, com reforço das medidas protetivas, incluindo monitoramento eletrônico, e aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”, informou o TJCE

Ao Diário do Nordeste, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará informou que o processo está em segredo de justiça e não pode passar mais informações. 

Francisco Thiago Gomes de Oliveira é investigado por suposta agressão contra uma ex-companheira.

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ACUSAÇÃO DE AGRESSÃO

Conforme noticiado pelo Diário do Nordeste na terça-feira (10), a agressão contra a mulher teria ocorrido no último dia 6 de fevereiro

O vereador, de 33 anos, tem antecedentes criminais por injúria e ameaça no âmbito da violência doméstica, conforme a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). O mandado foi cumprido por policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do Crato.

Thiago Gomes teria invadido a casa da ex-companheira, uma mulher de 35 anos, e a atacado, tentando sufocá-la, ainda de acordo com as investigações. O político ainda teria derrubado a vítima no chão.

DEFESA DO PARLAMENTAR

Ao Diário do Nordeste, a assessoria de imprensa do União Brasil informou que a legenda "acompanha com atenção as informações divulgadas sobre o caso". 

"O partido repudia qualquer forma de violência contra a mulher e aguarda o esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes para adotar as medidas cabíveis", completou.

Já nos autos, a defesa do parlamentar apontou vícios na condução do processo. Os advogados sustentam que tanto as acusações contra o parlamentar quanto o descumprimento das medidas protetivas são falsas e foram feitas sem qualquer prova. 

Os advogados argumentam ainda que a prisão de Thiago Gomes é uma medida extrema e desnecessária, já que ele é um vereador eleito, possui ocupação lícita, residência fixa, é réu primário, possui bons antecedentes e é considerado uma pessoa pacífica.

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